Helena

setembro 1, 2009 by

“Que ansiedade é essa que me faz estremecer, formigar, contrair como se estivesse fudendo com o ar?”

Pense numa militante anarquista tão tarada que distribuia textos pornográficos na porta de colégios e nas proximidades de igrejas de Porto Alegre. Pois ela existiu. Conheça mais clicando aqui.

Três haicais

agosto 31, 2009 by

1.

Meu hakai

é só fodelança

2.

Senta na minha vara

toma pau e tapa

e goza

3.

Abre bem esse cu

aproveita e se mostra

pra quem gosta

Postado por Fodoaldo Reis

Uma tarde no parque

agosto 28, 2009 by

dani-si          

         Depois de já ter piscado quatro vezes para ele sem resposta alguma, decidi me levantar do banco em que estava sentada e sentar em seu colo. Nunca tinha visto aquele homem, o que eu não considerei desvantagem por que ele também nunca tinha me visto.

          Ficamos mudos, ele sob mim, eu abraçada a um pescoço suado e sem nome e algo subiu. E sobre o algo que subia, a minha bunda grande e branca o punia de qualquer movimento. Estava cansada para iniciar aqueles jogos cansativos e o parque da cidade, às três horas da tarde de um domingo, não era o lugar mais apropriado para as bizarrices masculinas. Não gostava de trepar, o meu maior tesão mesmo era saber que alguém queria me comer

           Fiquei no colo dele até ele começar a fazer aqueles movimentos repetitivos que sempre me deram enjôo. Me levantei e fiz menção de ir embora. Ele me segurou pela mão e sorriu um riso bobo pedindo desculpa. Disse a ele que não queria sexo, que havia sentado no seu colo sem querer. Acho que ele não acreditou e me beijou um beijo molhado e quente, não quente de tesão, estava realmente muito calor e ele estava suado, mas não fedia. Ponto para ele. Perguntei seu nome e ele fez gestos com a mão. Era mudo e fiquei sem seu nome, sem me importar, afinal, de que me adiantaria se ele houvesse dito o nome, a situação seria a mesma.

         Ele me apontou um carro velho e tirou as chaves do bolso. Pegamos o carro que tinha cheiro de perfume de avó e fomos para um kitnet no centro da cidade. O meu desconhecido abriu a porta do apartamento, entrei sem pensar muito e sentei no sofá, pois era o sofá ou uma caixa de madeira que servia como mesa de centro. Enquanto ele mexia no som, fui para a cozinha e, embaixo da mesa, duas garrafas de vinho nos esperavam e mais algumas cervejas na geladeira: “Mudo safado, sabe como se divertir”. Partimos para as cervejas porque estava muito calor.

          É chato quando se é uma pessoa falante e se está bebendo com um cara impossibilitado de diálogos. A tendência é triplicar o número de palavras ditas a cada mililitro de álcool no sangue. Não me segurei e falei durante muito tempo, enquanto ele alisava a minha coxa sorrindo sempre aquele sorriso bobo. Um sorriso cada vez maior e eu falando do meu passado mais sofrível. 

          Ele estava tão bêbado quanto eu e também queria me contar a sua história por que fazia gestos, tentava pronunciar alguma coisa, grunhia algumas vezes. Eu tentava entender, mas nem de longe conseguia. A bebida estava no fim e eu não queria mais ficar com ele. Já o via rindo da minha história, mesmo sem ouvir uma palavra do que eu dizia. Achei uma falta de educação e me levantei, deixando a minha taça abandonada na mesa-de-caixa-de-madeira. Arrumei o cabelo e algum orgulho e fui embora sem me importar com aquele sorriso besta.

A saga de Anette, a engolidora – cap. I

agosto 24, 2009 by

A saga de Annete, a engolidora é uma novela pornô que revela os bastidores de quem encarou as maiores piças da história do sexo oral e voltou para contar a história. Quilômetros de vara ponteados por baldes e baldes de porra: percorra essa estrada com nossa heroína.

Sabe quando alguém chega ao topo de suas realizações e não tem ninguém que possa superar você a não ser você mesma? Esse é o meu caso. Sei que não deve ter outra mulher no mundo que consegue praticar garganta profunda como eu consigo, mas sempre me imponho novos desafios. Se bem que depois de minha última experiência, talvez nem euzinha consiga me superar.

Minha carreira começou cedo. No meu bairro, não era difícil espiar pelas vielas e casas as vizinhas mais velhas mamando enormes varas em seu expediente de trabalho noturno. Via que algumas superavam as outras no tamanho das piças que conseguiam engolir. Aquilo era um verdadeiro show para mim: engolidas, engasgadas, enormes fios de baba, às vezes alguns vômitos. Não entendia ainda o que acontecia comigo, mas quando já era mocinha descobri que ficava mesmo era excitada. Depois de mocinha, me masturbava noites seguidas lembrando e assistindo a essas cenas.

Depois de pegar meu primeiro caminhoneiro, já comecei a fazer fama com meu apetite voraz. Tanto foi assim que só depois de dois anos fazendo programa consegui dar minha bucetinha. Todos os homens gozavam nas preliminares, quando me viam engolir seus paus até as bolas sem piscar. E mesmo em sessões de sexo grupal era difícil alguém meter na minha xota: todos ficavam em fila com medo de perder a vez no boquete.

Mas comecei a enjoar da turma do posto de gasolina. Alguns me comiam muito gostoso, mas demoravam para voltar. Outros só queriam saber de me fazer engolir, era difícil convencê-los a brincar com minha xota ou até mesmo com meu cuzinho. Então me mudei para a cidade e me preparei para novos desafios. Queria ser a maior engolidora de paus que o mundo já viu.

continua na próxima semana...

devagar

agosto 22, 2009 by

(por: bitchy bitch)

queres

que eu seja

mais

apressada?

que nada

para não queimar a língua

te como pelas beiradas

Branquinha

agosto 21, 2009 by

Ela continuava me olhando. Eu tinha vergonha, mas gostava da sensação de posse que ela tinha sobre o meu corpo. Eu queria aquele olhar e ele vinha direto para o meu membro cansado, eu queria aqueles olhos arregalados, quase fugindo das órbitas, quase chegando. Eu queria aqueles lábios vermelho-natural de quem é safada por natureza. E mais do que tudo, eu queria aquela nuca branca, um convite para a heresia. Ela poderia ser minha neta e era sádica, fascinante.

Já fazia uns dez minutos e ela continuava com um olhar desesperado sobre o meu pau, o que me deixava cada vez mais exausto por ter que me controlar dentro daquele ônibus cheio. Ela estava sentada e eu em pé, na frente dela, saciando-lhe o fetiche. Talvez ela conseguisse até sentir o meu cheiro. Ela olhava para o meu pau e eu, para o seu pescoço branco. Tinha vontade de morder aquela brancura até avermelhar, arroxar. Talvez ela também quisesse me deixar roxo, mas em outro lugar de tanto morder e beijar. Aqueles olhos tinham a fome de um país e eu sempre fui um velho caridoso.

O ônibus dobrou na Ramiro e ela se levantou e disse um nome ao meu ouvido: “Clara Leite de Deus”. Desceu do ônibus sem olhar para trás. “Clara Leite de Deus” – mais do que uma blasfêmia – gostei. Queria aqueles olhos de novo, aquele jogo, a dominação daquela mulher quase feia e com nome de santa de cabaré.

Depois de duas paradas também desci. Fui andando até meu apartamento repetindo aquele nome: “Clara Leite de Deus”. A voz dela havia sido baixa, como um convite para olhar por baixo de sua saia. Sim, ele deveria estar sem calcinha.

Dormi de roupa mesmo, com a mão dentro da calça, clamando por Clara, a deusa dos olhos famintos. De manhã procurei por ela no guia telefônico. Encontrei quatro Claras Leite, mas nenhuma de Deus. Imaginei, então, oito olhos me fitando, mas não encontrei os dela. Mesmo assim, tentei ligar para aqueles números, seria ótimo ouvir uma mulher nessa hora, mas o telefone foi cortado há duas semanas.

 

postado por dani-si

Transa musical

agosto 20, 2009 by

Sometimes acontecem umas transas especiais inspiradas por sons cheios de sexual healing como diria Marvin Gaye. São musicas que inspiram transas “taradéééérriiimassss”…lentas… livres… e ultras-mega-gostosas!!

Ok, nem sempre as transas têm a sorte de contar com soundtrack, na verdade, na maioria das vezes, elas não estão presentes. As pessoas querem transar, e quando a chance aparece, o máximo que se consegue é não esquecer a camisinha. Lembrar da musica, talvez no dia dos namorados, e para casais absorvidos pela rotina, tentando esquentar a coisa – se bem que essa coisa de tentar esquentar, já é meio broxante não? Parece um task a ser cumprido…mas voltandooo: lembrar do som também é mais comum naaaakelas  🙂 primeiras transas, quando a barriga ainda faz balão ( a minha faz!!!) , o povo ta embalado por emoções palpitantes, e dá aquele nervoso bom dos primeiros charmes.

Então, há centenas dessas musicas, para os mais diferentes gostos musicais, mas hoje escolhi Brother To the Night (A Blues for Nina), um poema lindamente musicado, e maravilhosamente interpretado pelo ator Larenz Tate.

Apenas uma sugestão, sem primeiros lugares de nenhuma lista. Aliás, uma lista poderosa poderia ser elaborada coletivamente, por isso o PernasAbertas deixa o convite para mais sugestões. Seria…digamos que, um ato solidário aos mais tímidos!! Genteeee, é sexoooo!! Não confundir com love songs, para momentos “fazer amor”, isso são outros posts e outras bossas!!!

Brother To The Night (A Blues For Nina) Darius’ Poem

Say baby, can I be your slave

I’ve got to admit girl, you’re the shit girl

And I’m diggin’ you like a grave

Now do they call you daughter to the spinnin post, or

Or maybe Queen of 2,000 moons

Sister to the distant, yet risin’ star

Is your name Yimmy-Ya

Oh hell nah, it’s got to be Oshun

Ooo, is that a smile me put on your face child

Wide as a field of Jasmine and Glover

Talk that talk honey, walk that walk money

Hound legs that’ll spank Jehovah

Shit, who am I?

It’s not important

But they call me Brother to the Night

And right now

I’m the blues in your left thigh

Tryin to become the funk in your right

Who am I?

I’ll be whoever you say

But right now, I’m the sight raped hunter

Blindly pursuing you as my prey

And I just wanna give you injections, of sublime erections

And get you to dance to my rhythm

Make you dream archaetypes, of black angels in flight

Upon wings, of distorted, contorted, metaphoric jism

Come on slim

Fuck yo’ man, I ain’t worried about him

It’s you who I wanna step to my scene

Cause rather than deal with the fallacy

Of this dry ass reality

I rather dance and romance your sweet ass, in a wet dream

Who am I?

Well they all call me Brother to the Night

And right now, I’m the blues in your left thigh

Trying to become the funk in your right

Is that alright

Darius Lovehall