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Paquera

janeiro 7, 2008

 Gente mal começou o ano e o clima de carnaval se instalou. Em 2008 o carnaval é no dia dois de Fevereiro. Oficialmente!! Porque o clima já se faz presente. E clima de carnaval é?? Paquera. Muita paquera!! E os primeiros ensaios das escolas e blocos de carnaval servem de ótimo termômetro. 

 

Paquera no Rio de Janeiro é um exercício comum e diário, mas no verão e no carnaval….Tem quase força de lei – é obrigatório. Quem não faz, participa igual, sendo paquerado. Então, o melhor é deixar de ser sem sal e paquerar também. Vale tudo. Até porque há diferentes tipos de paqueras. Sim!!! 

Ora, há aquelas paqueras inocentes, de simpatia apenas. Aí libera para todo mundo: porteiro, cara da banca, cobrador de ônibus…e até para o mesmo sexo que o seu, portanto vale até a atendente de supermercado mais próximo! É quando ta tudo zen e tu ta em total harmonia com o planeta – não sei como, mas acontece -.

 Há as paqueras de suave malicia…Isto é, a gente só quer testar o nosso poder de sedução, fazer charme, se divertir secretamente…No fundo, não ta a fim de nada com nada, e o pobre coitado que levar a sério, vai correr o risco de chegar e levar um fora merecido que é para deixar de ser carente. 

Depois, temos as paqueras de verdade. Bateu o olho e tu ta!!!!!!!! Isto é, no meio de muito barulho, alto teor alcoólico provavelmente, e muito papo sem nexo, a criatura vê um estranho, ou é apresentada a um amigo de um amigo de uma irmã, e…se encanta!! Olhinho assim, jeitinho ali, cabelo que não sossega, passinhos de dança tímidos…a gente quer chegar…Chamar atenção….mas jurando que NÃO. Muito comum o seguinte dialogo: 

“- Clara tu viu aquele cara lindo? – Eu? Não! Quem? Onde mesmo?Não, não tinha notado.” Mentira, ta de olho grande faz vários sambas!  heheheh 

Os cariocas contam, que na maioria das vezes, o encanto dura até os primeiros raios de sol. Outras boas histórias rendem todo o carnaval, e outras, mais raras ainda voam meses! Todas “causos” divertidíssimos pra contar mais tarde.   

 

 

Jogado aos seus pés…

novembro 30, 2007

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Não, não é podofilia – pelo menos, não no Brasil (em Portugal é). Até por que aqui muita gente confundiria ‘podófilo’ com ‘pedófilo’…sim, as duas coisas remetem a um certo tipo de atração, mas uma é ilegal e criminosa, enquanto a outra deixa a pessoa jogada aos pés que mais lhe excitam. Literalmente.

Podolatria é como se chama aquele famoso fetiche que algumas pessoas tem por pés. O caso mais comum é de homens que não resistem a um pezinho feminino – eles fazem 70% desse público. Mas existem mulheres podólatras sim! E não pense que a fixação é só em pés lindinhos, com as unhas pintadinhas de branco ou vermelho, dentro dum salto alto…há gente que gosta de pés sujo, limpos, com unhas compridas, curtas, pés grandes, pequenos…ou seja, pés para todos os gostos.
Há uma certa inclinação de vários podólatras homens heterossexuais (acho que os nossos amados gays prefeririam um pé masculino…ou não?) a gostarem de pés pequenos e bem cuidados – não necessariamente pintados – em sapatos que exponham apenas um pouco dos dedos….deixando aquele gostinho de ‘quero mais’. Na China, a história do tal ‘pé pequeno’ era tão forte na cultura que as meninas, desde criança, amarravam seus pés com faixas para que eles não crecessem.Resultado: pés deformados, mas pequenos. Ah, e o sapato feminino era um tipo de fetiche também – os homens o utilizavam como ‘copinho’ para bebidas alcoólicas!

A excitação de um podólatra vem dos pés ‘naturais’ ou seja, você não precisa estar necessariamente fazendo malabarismos sexuais com eles. Ver um pé que o agrade é o suficiente para que o nosso amigo ou amiga fique animadinho, mas se ele puder tocar, lamber, cheirar, beijar ou massagear aquele pé, melhor ainda. Se ganhar um footjob (palavra em inglês para mastubação com os pés), maravilhoso!

Então, se um dia você estiver com aquele carinha, ou aquela mocinha, que sempre repara quando você trocou de sapato, quando fez o pé, quando comprou meia nova, e que quando fala com você olha mais para os seus pés do que para qualquer outras parte sexual mais óbvia, incluíndo o seu rosto (quer algo mais sexual que o trio olhos-boca-nariz?)…cuidado! Essa pessoa pode estar prestes a cair aos seus pés. Literalmente.

Alô, amiga… Adivinha? Vou colocar silicone.

novembro 1, 2007

Talvez eu seja o último dos românticos. Gosto mais de mulheres gostosas de cérebro do que das saradas ocas. Casaria mil vezes com a Rita Lee e nenhuma com a escrota da Juliana Paes. Em busca do entendimento de porque homens héteros preferem as ocas, e do porque as mulheres se prestam a atuar no papel de objeto sexual, cheguei a um estudo interessante, que tem a ver parcialmente com o tema.

O assunto fala da mudança dos valores femininos. Eles se tornam muito mais sociais do que domésticos, como era antigamente. Ok, aceito, as mulheres mudaram. E estão preocupadas em ter um corpo bacana, reconheço. O que o tal estudo defende é que quanto mais elas se preocupam com a estética, menos elas procuram fazer isso para atrair sexualmente parceiros. A psicanalista Junia de Vilhena afirma que “as mulheres colocam silicone nos seios, mas não é fundamentalmente para atrair os homens e, sim para se mostrar melhores do que as outras.”

Além do que, essas mulheres, mudaram também suas escalas de prioridades, antes a família no topo, agora o bem estar e o sucesso profissional. Tudo bem que eu veja as mulheres mais envolvidas com o trabalho do que o sexo. Mas se é verdade que elas trepam menos, por que a Globo mantém contrato com as estereotipadas do seu casting? Só para dar tesão nos héteros e ver eles se acabarem no cinco contra um? Gente, essas mulheres ninfomaníacas da novela não podem ser invenção dos autores da novela.

Não me conformo. Se o que essa porra dessa pesquisa diz é verdade, então todas as minhas amigas que me usam como confessionário mentiram para mim. Elas não trepam. Passam pensando em quantos ml de silicone vão pôr nos seios e usam minhas raras folgas para falar de trepadas homéricas que na verdade só existe na cabeça delas?

Estou espiado, acho que vou dar um tempo e me readaptar do susto, que foi grande. Meninas, pronunciem-se e me diga que estou ficando louco.

“Maria”

outubro 23, 2007

Gurias solteiras! Juntem as moedas, comprem uma garrafa de Champagne e comemorem! Se vocês culpavam sua solteirice pela falta de sexo, e tinham a certeza que metade do planeta tava bem servido menos vocês, bebam de novo!

Eu descobri. Não ta fácil para ninguém!! Correndo de risco de ser fofoqueira por explorar a vida dos meus amigos, deixem me partilhar com vocês o desabafo de uma amiga casada há mais de cinco anos. “ – Só queria trair levemente…um bom beijo na boca…”

“Maria” não consegue arrancar do marido um básico beijo na boca, e a transa pode demorar 3 longas semanas para chegar! Para piorar o quadro, quando acontece, a coitada já sabe como vai começar, por onde vai passar e é como um cometa de tão rápido!! Ou seja, é como se os caras encontrassem o mapa da mina, ou uma formula matemática, e não quisessem se dar ao trabalho de experimentar outra coisa. É…deve ser muito cansativo, coitados…

Agora a “Maria” que sente apenas 5% do todo prazer que poderia ter, pode ser chamada de vagabunda se ir atrás dos outros 95% ?!?! Nem é preciso chamar um advogado para responder a essa questão de direito, né guris?

Santa inquisição, Batman!

outubro 14, 2007

Pra quem acha que os inquisidores da Igreja Católica são coisa do passado, escuta essa então: o Vaticano suspendeu o trabalho de um cardeal que disse ter relações homossexuais. Sim, durante uma matéria de um programa de televisão italiano, o cardeal, que não revelou identidade e não mostrou o rosto, admitiu fazer amor com homens de vez em quando e disse que achava isso bem normal.

Não sabia onde estava se metendo. Os oficiais do Vaticano viraram verdadeiras araras, vasculharam e encontraram o escritório onde a entrevista foi gravada. Daí até achar o “herege” foi um pulo. Segundo comunicado oficial de ontem, enquanto agora eles “investigam o caso”, o cardeal está suspenso de seu trabalho.

Pelo material que encontrei na internet, não foi revelado o nome do acusado, porém hoje ouvi no rádio que ele já teria se retratado: disse não ser gay e que só fez a entrevista por acreditar que assim ajudaria seus colegas que cometem esse tipo de pecado. Datalhe: na entrevista ele declarou que “não se sentia pecando durante as relações”. Deve ter rolado uma pressão forte.

Parafraseando o poeta e sociólogo Humberto Gessinger, “o papa é BOPE”.  E não poupa ninguém.

Léa, que amava Paulo, que amava…

outubro 12, 2007

Escrevi recentemente sobre alguns filmes com temática gay. Alguém comentou que gosta muito de A razão do meu afeto e me pediu que eu falasse sobre meninas que se apaixonam por meninos reconhecidamente gays.

Difícil. Muito difícil mesmo.

Tudo o que eu escrever sobre o assunto é a mais pura especulação.

Perguntei a várias amigas se elas já haviam passado pela experiência. Bem poucas, três de dez, lembravam de algo parecido ter acontecido quando elas eram mais novas.

Duas me afirmaram que se apaixonaram pelos melhores amigos, que eram gays, e elas sabiam disso, em momentos de carência, logo após ter perdido um ficante, ou namorado, ou qualquer coisa que o valha.

A outra não sabia da homossexualidade do rapaz, se apaixonou, tentou se aproximar e recebeu desculpas bem esfarrapadas.

Em uma coisa eu não acredito. Posso estar errado, mas mulheres não se apaixonam por gays por fetiche. Elas levam essas coisas a sério demais para brincar de libido. Que homens héteros (machistas e arrogantes) tentem levar lésbicas para cama, a fim de “mostrar o que é bom” eu já ouvi e acredito que exista esse tipo de pensamento escroto. Mas, nunca ouvi o inverso.

Penso que as mulheres possam, às vezes, se apaixonar pelas amigas bibas confundindo amizade com paixão. Por entenderem da alma feminina e sempre estarem dispostos a ouvir, os gays algumas vezes acalentam os sonhos de mulheres que procuram por homens sensíveis e românticos.

Pronto. Falei tudo o que poderia especular a respeito do assunto.

Seria legal se as pessoas pudessem comentar o assunto. Acho que assim poderíamos especular um pouco mais sobre essa estranha aproximação.

Frágil?!?! Acho que não…

outubro 1, 2007

Política. Liberdade. Força. Sexualidade. Aparentemente diferentes e incompatíveis. Na verdade, juntos, possíveis, ricos e marcantes. Para não parecer que eu estou mentindo, enrolando ou qualquer coisa parecida, amigo leitor, te dou um exemplo.

O ano: 2007.
O lugar: Polônia.
A situação: campanha eleitoral.
O protagonista: a mulherada!!! Uhuuu!!

Sabe aquela história de sexo-frágil, aquela babozeira toda envolvendo a figura da mulher? Pois é… mais uma vez, a ala feminina se mostrou e deu um tapa na cara daqueles que subestimaram sua força. Fundado no início deste ano, o Gretkowska, conhecido como Partia Kobiet (o “Partido das Mulheres”), não titubeou e fez estremecer a disputa pelas vagas no Parlamento polaco. A propaganda eleitoral está pegando fogo depois da, digamos, articulação do Gretkowska: a legenda lançou um anúncio provocante, em que membros da cúpula do partido aparecem nuas.
“Somos limpas e não temos nada a esconder”, afirmou a fundadora da sigla, a escritora Manuela Gretkowska. A declaração se referia aos boatos de casos corrupção supostamente abafados pelo presidente e pelo premiê do país, respectivamente, os irmãos Lech e Jaroslav Kaczynski. Mesmo as pesquisas mostrando poucas chances de o partido ingressar no Parlamento, já que o mínimo de votos exigido – 5% – está acima da realidade do Gretkowska, não deixa de ser uma vitória da igualdade. É um belo exemplo de que a sexualidade não reprime, mas liberta; não envergonha, mas orgulha; e não obedece submissa, mas dá as ordens.

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