Archive for the ‘Saúde Sexual’ Category

Vai trepar, presidente!!

maio 4, 2008


– O que você está fazendo com a capacidade de 4000 orgasmos de sua existência?

, perguntou o psicanalista Wilhelm Reich no auge do Nazismo. Foi só questão de tempo (até que surgisse) para que a geração Beat fizesse dele seu guru. E foi só questão de tempo para que ele fosse parar na cadeia, condenado por desacato à justiça e morrer nela, com um ataque cardíaco.

A sociedade repressora que prendeu Reich é vítima da frustração sexual, que segundo ele, motiva o caos e as guerras.

Há algumas semanas, Gay Talese disse, em entrevista para a Folha, que os melhores presidentes norte-americanos tinham casos extraconjugais. Portanto, o problema de Bush, assim como o de todos ditadores, é a falta de sexo! Trepem até morrer!

Manual do pênis

março 27, 2008

manual

A pagina de sexo do Terra sempre foi uma vergonha. Umas fotinhos que redirecionam para sites de pornografia – pura publicidade travestida para sites pagos -, dicas para melhorar sua performance que você não daria nem para o seu pior inimigo, e algumas entrevistas com poucas fotos de atores e atrizes pornô – publicidade travestida também.

Pois agora o Terra lançou um tal de Manual do Pênis! Não é nenhum grande avanço ao que a página já era antes, mas se você tiver tempo e quiser dar algumas risadas, ele pelo menos é bem humorado e não tem grandes pretensões. Não vai mudar sua vida descobrir como Charlie Chaplin chamava seu pênis ou como era o apelido de Yoko Ono para a máquina do amor de Jonh Lennon, mas, em meio a caretice que impera no mainstream da internet brasileira, isso já é um começo de conversa bem-humorado. Acesse aqui.

Dois sacos de pipoca

novembro 29, 2007

Quatrocentos e vinte segundos. Só sete ligeiros minutos. Não sei direito, mas deve ser o tempo para fazer dois sacos de pipoca de microondas. Esse é o período de intervalo necessário para que Sarah, uma britânica de 24 anos, tenha DOIS orgasmos (!!!). Pô, diga aí, eu nem sou do Rio Grande do Sul, mas essa inglesinha é daquelas que a gauchada não se aguentaria e soltaria o famoso “Baahhhh” sem titubear, hein?
A mulher, que sofre da Síndrome de Excitação Sexual Persistente, com essa média, pasme, amigo leitor, tem nada mais nada menos que 200 orgasmos por dia. Fale a verdade, a nossa personagem de hoje, desse jeito, causa uma bela de uma inveja nas “Marias” da vida, não causa não?
Para se ter uma idéia, ela diz chegar ao clímax com quase tudo, desde o barulho de um trem, o som de um secador de cabelo ou até mesmo o volume elevado de uma música qualquer. Imagine só, a britânica mencionou ter tido vários orgasmos durante uma pesquisa de opinião. Na hora, segundo ela, rolou até uns gemidos no meio da rua, frente a frente com a entrevistadora. Dá medir o tamanho do constrangimento da cidadã?
O negócio é muito louco: tem mulher que sofre, independente do motivo, para ter um orgasminho qualquer (se é que eles podem ser considerados como quaisquer), e têm umas outras que involuntariamente são a pura explosão!!! Eu não consigo nem imaginar direito, mas pensa só. Deve ser muito frustante para o parceiro da tal de Sarah: o tic-tac de um relógio pode tirar o algo mais da mulher dele do mesmo jeito que o próprio dando, digamos, o melhor de si. Não sei se é assim, mas, se for no mínimo parecido com isso, o troço é cruel, muito cruel!
E, se a história é triste para o companheiro de Sarah, o que dirá para a própria? Não estou na pele dela, mas não deve ser fácil viver assim. Os médicos, conforme ela, não conseguem provar cientificamente essa síndrome, mas, de todo jeito, ela está se tratando e tentando descobrir algo sobre o “problema”. Pô… só sei de uma coisa: eu estou na torcida por ela…

Vagina Nova

novembro 27, 2007

Lendo o segundo caderno de um Jornal, sobre cirurgias plásticas, me lembrei da matéria do Lucchese sobre mulheres que fazem cirurgias estéticas na vagina. Eu li, mas não dei muita atenção. Agora dei um stop no assunto: Imagina acordar com uma vagina nova?!!! Não, imagina o antes! A gente vai no consultório, fala com o médico, apresenta os motivos de tal mudança, que devem variar entre :

  • Eu acho a minha vagina feia!
  • Eu tenho trauma, acho que tenho menos sexo oral porque os caras não acham a minha passarinha bonita
  • A minha não é igual às outras.
  • Eu confesso, dei uma espiada na Playboy do mês passado, e amei a vagina da Sandra do BB!O senhor faz ela para mim?!!
  • A minha vagina caiu doutor!!!
  • Eu não sei bem porquê, mas sei que tou dividida entre uma vagina tipo coração ou tipo pêra.

E depois, tem outra coisa gente. Se você é dessas mulheres que, como eu, fica vermelha ao cruzar com seu ginecologista fora do consultório – o meu ,frequentava a mesma academia que eu, e ginecologista para mim, tu só vê naquela sala branca, não deviam nem viver na mesma cidade que a gente – , imagina, seria mais um homem que por motivos profissionais você teria que abrir as pernas sem a menor vontade e sem prazer algum!!

Tá, mas voltando a perspetiva da mulherada que decide mudar de vagina. Pensa só, tu acorda enfaixada lá em baixo, com dores, comichões e muito xixi ( certo!!!), e pior, sem poder ver a maldita vagina!!!

Mas, tudo bem, os dias passam, e chega finalmente o dia de poder olhar, com orgulho, a nova vagina. Aí o que acontece? Senta e bota um espelho na frente? Fecha os olhos, e abre devagar?? Imagina o panico da mulher? É um momento dificílimo! Roubando cena de futebol, é quase um penalti em final de campeonato! Será que ficou como ela sonhou? E se a mulher tiver marido/namorado, como é que faz para apresentar a nova vagina? Pô, se o cara gostava da outra vagina? Pior, se ele não notar, que tem uma vagina nova? E se ela cortou uns pontos nervosos, tri importantes, o prazer nunca mais?? Vagina nova e frigida?

A arte de Pompoar

novembro 22, 2007

Pompoar é a habilidade de controlar a contração e o relaxamento da musculatura circunvaginal. Ao aprender a técnica, a mulher consegue controlar os três aneis circunvaginais separadamente, podendo incrementar o ato sexual apenas com o movimento de seus músculos. Embora para nós, ocidentais atrasadas, a técnica seja algo ainda muito pouco explorado, em países como a Índia, ela é passada de mãe para filha, com o objetivo de aumentar o prazer sexual da moça e de seu parceiro.

Existem cursos que ensinam a chamada “malhação íntima”. Mas existem técnicas para se fazer em casa, para quem não achou uma boa professora ou quer tentar primeiro sem gastar nada. Uma delas é a de contrair e soltar várias vezes seguidas os músculos da região ao longo do dia, enquanto se escova os dentes, dirige, assiste à aula, etc. Claro, há de se ter o cuidado de contrair apenas os músculos da vagina – se você tensionar junto a musculatura do ânus, não está fazendo direito. Para ter certeza de qual músculo exercitar, enquanto estiver fazendo xixi, tente interrompê-lo no meio. Esse músculo que interrompe o fluxo é o mesmo exercitado no pompoarismo. Você pode também, durante o banho, introduzir um dedo na vagina e tentar apertá-lo – com o tempo, o movimento torna-se natural.

Para as que desejam ir mais longe, existem dois objetos usados nos exercícios de pompoarismo: o vibrador e o ben-wa. O vibrador dispensa apresentações, se você não sabe o que é, boa wiki-busca. O ben-wa são as famosas ‘bolinhas tailandesas’ – um ou mais pares de esferas auto-vibratórias ligadas por um fio. De acordo com a pompoarista Stella Alves, elas são usadas para “treinar os movimentos de sucção, expulsão e fortalecimento dos músculos circunvaginais. Os exercícios ajudarão você a identificar os três feixes de músculos do canal vaginal.” Mas atenção: não compre qualquer ben-wa vagabundo! As bolinhas devem ter o peso certo e uma distância correta entre elas, além de serem de material atóxico!

Ben-wa: as bolinhas que ajudam você na malhação íntima

Stella também contou, durante uma entrevista, alguns dos movimentos que o pompoarismo possibilita. Pessoalmente, me parecem beeem interessantes…veja:
Revirginar: é contrair com tanta força o esfíncter vaginal, que é o músculo de entrada da vagina, o que impede ou dificulta muito a penetração do pênis/vibrador, possibilitando simular virgindade.
Ordenhar: é contrair individualmente os anéis circunvaginais de forma sequêncial, pressionando o pênis/vibrador, começando da entrada da vagina em direção ao útero, com força média.
Chupitar: é imitar com a vagina a movimentação que os bebês fazem com a boca quando estão mamando ou usando a chupeta.
Sugar: é chupar o pênis/vibrador com a vagina.
Massagear: o pênis/vibrador é massageado nas intensidades fraca, média ou forte.
Morder: é a pratica utilizada freqüentemente para retardar o orgasmo do homem. Consiste em contrair fortemente o anel circunvaginal que circunda o pescocinho logo abaixo da glande do pênis.
Guilhotina: é uma “mordida” com muita força.
Algemar ou agarrar: é contrair com tal força a musculatura vaginal, impedindo a saída do pênis/vibrador.
Expulsar: é quando a vagina expele o pênis, vibrador, banana, pepino, etc.
[leia toda a entrevista com Stella Alves aqui: GAS-BH]

Além das vantagens na vida seuxal, o pompoarismo fortalece os músculos pélvicos, evitando a queda de bexiga e de útero e a incontinência unrinária. Em algumas, pode até diminuir a cólica menstrual.

A ‘malhação íntima’ é algo que as mulheres deveriam entrar mais em contato. Não só para aproveitarem o sexo melhor mas para se conhecerem melhor. Muitas ainda sentem nojo de suas vulvas e vaginas, mal sabem o que tem entre as pernas. Não sabem como se dar prazer, e esperam que seus parceir@s advinhem, tornado a vida sexual uma novela cheia de cobranças, insatisfações e dores de cabeça. O pompoarismo traz benefícios físicos, psicológicos e sexuais, e é uma coisa que pode ser praticada por qualquer mulher. Basta força de vontade e auto-conhecimento.

Para você fazer em casa

Há vários profissionais que estudam e auxiliam na prática do pompoarismo. O ideal, antes de começar sua prática, é visitar seu ginecologista. Para desenvolver a técnicas em casa, há livros e outros materiais disponíveis. Stella Alves é autora de vários livros sobre o tema, desde títulos mais introdutórios até cursos completos. Clique aqui e entre em contato por email para ser infomada com total discrição sobre esses produtos.

Invista no seu prazer sem vergonha de ser feliz!

Quando “ela” não vem…

outubro 18, 2007

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Todas as mulheres falam mal dela. Muitas acham a acham nojenta. Vários homens acham uma porcaria, que só deixa as namoradas de mal humor e sexualmente inaproveitáveis. Outro não estão nem aí – mandam bala, com ou sem ela. Isso tudo quando ela vem, naquele período especial do mês.

O problema é quando ela não vem.

Você sabe quem é ela – é a fase vermelha do mês, aquela por qual todas as mulheres saudáveis, em idade reprodutiva e não-grávidas passam. Menstruação. Ih, algumas de vocês fizeram cara feia, eca! Não pensem assim – é bom quando ela vem. Acredite, quando estiver na fronteira da menopausa você saberá o valor que aqueles cinco dias chatinhos têm.

Você acabou sua cartela de anticoncepcional na quinta. Ou na sexta. Ou, se não toma pílula, sabe que de acordo com o seu calendário, é quando ela está para chegar. A vontade de comer doces triplica. Ou peitos doem, ou dá aquela cólica que dói na frente (na barriga) e dói atrás (nas costas). Fica irritada ou deprimida. Para alguma, dá até uma vontade subversiva de transar enlouquecidamente. Seja qual for o seu sintoma, você espera por ela.

Passa o dia. Chega o Sábado. Putz, hoje ela chega. Que merda! Você já coloca ali um absorvente, esperando pelas primeira gotas. Eesquece. Esquece? Sim, ela vem no fim da tarde.

Chega a noite. Você vai no banheiro fazer xixi e espera ver o ‘modess’ já com algum sinal. Nada. Branquinho e novinho. Suspira. Olha a água da privada, pra ver se nenhuma gotinha caiu. Neca. Puxa a descarga, escova os dentes e vai dormir – durante a noite, quando você estiver mais relxada, ela vem.

A noite passa, o dia chega, você abre os olhos e precisa – como 95% das mulheres – fazer sua visita matinal ao banheiro. Lava o rosto, abaixa as calcinha, certa que está lá. Você até sentiu aquele quentinho chato, que indica a presença dela. Está até meio úmido no meio da pernas e não, você não teve um sonho molhado. Olha o absorvente – nada. Vazio vazio vazio. Nem um borrão. Aí minha amiga, o seu estômago se revira dentro da barriga.

‘Ai meu deus! E agora? Sei, estou grávida! Só pode ser isso! Parabéns, vou aniquilar minha vida, nem consegui terminar a faculdade! Devia ter cuidado a camisinha! Não devia ter atraso uma hora a pílula da quarta retrasada! AI! Não, deus, por favor, um tumor mas não um filho! Que os meus pais vão pensar!? Mas o fulaninho vai ter que assumir, não quero nem saber, o nenê é dele também….Tá, não, é besteira, ela vem. Vem com certeza, de tarde.’

A tarde chega, você finge se acalmar, mas está uma pilha de nervos. Checa de quinze em quinze minutos, seja averiguando o ‘modess’, seja tentando sentir ela descendo. Nada. Você já está quase indo para a farmácia mais próxima adquirir um GravTest, ver a faixa que diz ‘sim’ aparecer e perguntar para alguma amiga [verdadeira e de confiança] se ela conhece uma clínica de aborto. Ou se tem alguma passagem pro Japão, um identidade falsa, um quartinho nos fundos para alugar.
Quanto mais você se preocupa, mais ela demora. Você se lembra de todas as vezes que desejou nunca mais menstruar e pensa que se tivesse sabido jamais desejaria tal coisa. Ainda bem que sempre tem aquela hora que você senta derrotada na frente da tevê, e se distrai rindo das Video-Cassetadas. Tá, pode ser assistindo algum filme em outro canal. Naquela hora que você não está com todas as emoções voltadas para o seu tímido útero, ele decide dar sinal de vida. E à noite, antes de ir tomar seu banho, você vê ali a prova de que tudo está bem. O vermelho negativo no teste. É, o filho vai ter que esperar mais alguns anos.

Quase todas as mulheres de vida sexual ativa já passaram por uma ou várias situações parecidas com essa. Essas situações nos fazem lembrar com é importante se proteger, se garantir, para poder curtir o sexo com o todo o prazer, sem um milhão de preocupações. E também como é importante saber que o ‘ciclo’ está em dia, pois significa que pelo menos nesse aspecto estamos saudáveis, ou pelo menos, sem um bebê indesejado.

Sim, nós continuaremos maldizendo e xingando o nosso ‘sangue mensal’. Sim, muitas continuarão achando nojento, outras continuarão sentindo vergonha, outras continuarão vendo aquilo como parte do ciclo sagrado de seus corpos. Não importa. O importante, afinal, é que “ela” venha.

Você já ejaculou hoje?

outubro 16, 2007

Calma, gente! É so iogurte.

Relações sexuais diárias. Ou pelo menos uma punhetinha. Não é mais uma campanha do Pernas Abertas, é a receita médica para os estimados e viris leitores desse blog se manterem reprodutivos. Quem carimba e assina embaixo é uma equipe de pesquisadores australianos, que fez um estudo com 42 homens férteis para descobrir se valia a pena ou não fazer uns dias de abstinência antes do sexo destinado à reprodução.

Não vale. Acontece que o líquido sagrado é suscetível à ação de radicais livres, que os degeneram, deixando-os lentos e confusos. Segundo o estudo, não há nada melhor do que renovar o esperma constantemente para melhorar sua qualidade.

Não há link para o estudo, pois foi apresentado no American Society for Reproductive Medicine conference, em Washington, ontem mesmo – olha como esse blog tá atualíssimo, ein! Mas pra quem quer ler um pouco mais, esse artigo gringo é bem bom.

Foto do arquivo de http://www.athanazio.pro.br/.