Arquivo da categoria ‘Mundo Pornô’

It’s only porn, but I like it!

agosto 19, 2008

É essa frase acima que abre o cabeçalho do Go Go Pornville, resumindo o espírito deste caprichadíssimo blog: amantes de pornografia falando depretensiosamente sobre o assunto, sem ter vergonha de ser feliz, para o insaciável deleite da platéia. O Go Go reúne informações sobre atrizes, atores, estúdios, diretores, feiras eróticas e outras eventos do mundo pornô. O texto é sempre leve, geralmente acompanhado por belas fotos e trechos de filmes. Além disso, está sempre em diálogo com os leitores e traz conteúdos exclusivos, como entrevistas e vídeos. Vida ao longa ao Go Go! E quem não conhece clica aí em baixo que vai ter uma noção do que é o trabalho:

A mordida da maçã – Parte II

junho 11, 2008

Luz, câmera, ação! Para quem, assim como nós do Pernas, está ligado no mundo “visual” que vivemos, pode começar a fazer a pipoca e a se acomodar nas poltronas. Em mais uma pitada da nossa degustação do fruto proibido, lá vem a segunda galeria do Mosex – o museu do sexo de NY: “Action – Sex and the moving image” (uhu!). Pois é, amigo e simpático, o espaço traz, através de vários vídeos, muita sacanagem, publicidade e a história do universo erótico e pornô mundial. Para se ter uma idéia, o museu expõe desde vídeos pornográficos do inicio do século XX até a performance em quatro paredes de famosos (como Pamela Anderson e Colin Farrell), e o vasto material publicitário que explora a temática do sexo.

Se ficou curioso(a), tá aí a dica: o segundo vídeo exclusivo do Pernas Abertas no Mosex! Confira:

Créditos:

Sarah Jacobs, Curadora
Elizabeth Mariko Murray, responsável pelo gerenciamento da coleção
Michael McNamara, assistante
Casson Mann, responsável pelo Design
Graphic Thought Facility, responsável pelo Design
Charlie Gansa, Editor de vídeo

A mordida da maçã – Parte I

junho 9, 2008

O olho indiscreto do Pernas Abertas traz aqui um tour pela primeira galeria do Museu do Sexo novaiorquino. Intitulada “Sex in Design/Design in Sex” a exibição, segundo a organização do evento, mostra a mais inspirada coleção de obras que relacionam sexo e design ao redor do mundo, contendo peças dos tempos do pós-guerra até a atualidade. Conforme o Mosex, o design, cada vez mais, está presente na vida das pessoas na contemporaneidade (na roupa que vetimos, nos carros que dirigimos) e, por isso, também se manifesta na confecção de objetos que tocam no imaginário humano aflorado, inclusive, sobre a sexualidade. ;)

Sarah Jacobs, Curadora do evento, Museum of Sex
Elizabeth Mariko Murray, Assistene da Curadora

DESIGN
Pentagram Design Inc.

SPONSORS
Kiki de Montparnasse (www.kikidm.com).

A mordida na maçã

junho 9, 2008

Aqueles mais ligados às tradições e crenças cristãs que nos desculpem, mas… juro, também não pudemos resistir às tentações do fruto proibido. Os ávidos exploradores do Pernas Abertas ganharam ares internacionais e, atrás daquela informação maliciosa (sabe?), fincaram a bandeira tupiniquim em Nova York,a Grande Maçã. Sem contar toda diversidade e história de sexualidade que, pode crer, amigo leitor, impera sobre aquelas terras, não deixamos escapar a oportunidade de fuçar nas fibras desse lugar e trazer algo especial para você. Pois é… nossas lentes desavergonhadas não sossegaram e abriram as pernas do indiscreto Museu do Sexo novaiorquino… uhu!

Num especial de três postagens, o Pernas traz aqui a atual exibição do MoSex de NYC, principal e mais respeitado museu desse gênero na cidade – e quiça naquele país. Para começo de conversa, já dá para elogiar a direção do local, que traz informação, sacanagem e muitas curiosidades: é um dos museus mais acessíveis à visitação, com ingressos a 14,50 dõlares (que, na prática, sai por mais ou menos 10 mangos, já que há descontos em milhares de folhetos espalhados por locais públicos da Big Apple, como as estações de metrô, por exemplo).

Além disso, para você ter uma idéia do atrevimento de quem comanda o MoSex, o museu está localizado em uma esquina da Quinta com a 27 avenidas, o que, direta ou indiretamnete, já modifica um pouquinho aquele ambiente dominado por dezenas de edificações de grandes empresas característico da região. E… só para deixar bem claro, a gente jura: Isso aqui não é nenhum tipo de puxação de saco ou qualquer coisa parecida, mas sim um reconhecimento de um lugar muito legal e que merece estar entre as nossas indicações de visita. ok?

Fundado em 5 de outubro de 2002, o MoSex já soma sete diferentes exibições, além de três projetos online disponíveis no site do museu. O material lá exposto, segundo administradores do local, provém de diferentes continentes e culturas, contemplnado fotos, vídeos, peças e objetos antigos, desenhos, pinturas e outras obras envolvendo sempre, obviamnete, os tópicos sexo e sexualidade. Tudo isso dividido em três galerias, cada uma sustentando uma temática.

O que também chama a atenção no museu é o discurso promovido por seus organizadores. De acordo com eles, o epicentro do MoSex é a educação sexual, sendo a promoção de seminários, sessões de filmes e performances sobre o tema uma constante. Conforme o fundador e diretor-executivo do local, Daniel Gluck, a idéia do MoSex é ser “o Museu Metropolitan do sexo”, o que já o diferencia, em relação ao seu perfil, um pouco dos museus do gênero encontrados em Paris, Barcelona, Amsterdã, por exemplo. Por essas e outras é que a equipe do Pernas não dormiu no ponto e registrou uma “exploração” pelo MoSex. Hoje, o museu está recebendo três exibições, uma em cada galeria. A primeira delas chama-se “Sex in Design/Design in Sex”; a segunda “Action – Sex and the Moving Image”; e a terceira “Spotlight – On the Permanent Collection”. O negócio agora, amigo leitor, é apertar os cintos, retornar a poltrona à posição vertical e aproveitar o passeio…

Max Hardcore culpado

junho 8, 2008

Ele já é uma lenda do pornô mundial. Em 17 anos de carreira, produziu, dirigiu e atuou em quase 500 filmes, sem contar fotos e vídeos para internet. Mas agora parece que vai ser difícil continuar o triunfo: nesta sexta-feira, Max Hardcore, 50 anos, foi considerado culpado no tribunal por distribuir material “obsceno” em suas produções na rede mundial de computadores. Ainda não sentenciado, a previsão é de vá amargar cinco anos de prisão e pagar mais algumas multas.

Mas como assim? Culpado por obscenidade em material pornográfico? Sim, não é fácil de julgar, mas a questão é que Max parece ter extrapolado os limites do que pode e não pode nesse campo. Conhecido por mostrar necessidades fisiológicas na frente das câmeras, ele foi também apontado muitas vezes por colegas de trabalho como extremamente violento e severo com as atrizes que participavam de seus filmes. Talvez porque ele pegasse com frequência meninas que nem eram profissionais e as levasse para o estúdio – isso quando não filmava na rua – sem elas terem noção do que o jovem senhor era capaz: sexo extremo, violência extrema, ou, em uma palavra, “Hardcore” – assim mesmo, com “H” maiúsculo.

Por outro lado, algumas celebridades da indústria pornográfica são adoradoras absolutas do cowboy de bermudas. É o caso da ex-atriz pornô Ashley Blue, que lamentou a decisão contra Max. Em post de hoje no seu blog – se você ainda não conhece, não sabe o que está perdendo – Ashley afirmou que acha isso tudo muito injusto, e que ele sempre foi muito “gracioso” com ela. Como provocação ainda escreveu: “alguns de nós ainda acreditam em liberdade de expressão”.

A equipe do Pernas Abertas selecionou quatro ensaios fodásticos de Hardcore. Se você é maior de idade e não conhece o trabalho do cara, é um caminho para tentar entender o porquê de tanto barulho. Só clique se você sabe realmente onde vai se meter: um, dois, três e quatro.

Sexo entre aviões

maio 16, 2008

Porque os aviões também fazem.

Jimi Hendrix Sexperience II

maio 16, 2008

Muito difícil acreditar na autenticidade desse filme supostamente estrelado por Jimi Hendrix. Vamos começar do começo: de onde veio isso? Dizem que foi comprado por um colecionador de tranqueiras sobre rock, no meio de um baú com várias outras bugigangas. Quem é este colecionador? Onde comprou isso? Por que ele acha que isso ficou quarenta anos sem ser visto? Nada disso é respondido por este lançamento da Vivid.

A estratégia da produtora fui fazer um documentário de média-metragem – uns 40 minutos. Ao longo desse tempo dua ex-groupies, que já tinham estado com o guitarrista em outros carnavais, vão comentando suas impressões sobre o filme. Na verdade, é bastante perceptível que uma delas, Cynthia Plastercast, já tinha sido muito bem preparada para convencer a outra a concordar que o ‘long purple dick’ era sim de Hendrix. Além disso Cynthia fazia próteses de pirocas de rockeiros famosos(!), e compara a réplica que fez de Hendrix ao que é visto no película:

Agora, saber se essa prótese é mesmo quente, ou se foi feita para o filme, já é outra história. Uma história, por sinal, não contada na fita. Mesmo se fosse quente, já seria difícil comparar, visto que não se tem uma escala, é só aproximar um pouco da tela que a piroca fica maior, ou distanciar um pouco pra ficar menor. Sem fundamento.

Outra coisa, o filme é claramente uma produção pornô, e não uma filmagem de alguém fazendo sexo. Isso faz diferença? Vixi, é claro que faz. As meninas se esforçam para deixar a língua pra fora quando chupam o ator, demonstrando preocupação em deixar isso visível para a câmera. O ator parece um morto-vivo enquanto elas estão em cima dele, o foco são mesmo elas, se vê que o cara não está ali pra se divertir. Enfim, é um homem alugando o caralho para uma filmagem.

Ele é robótico até quando mete a cara no mato, e também se esforça pra deixar a língua visível. O importante não era chupar a mina, era que a câmera captasse com perfeição o toque:

Vejam que o cara usava uma bandana. Para as ex-groupies, isso é mais uma prova de que era Jimi Hendrix, bem como alguns anéis na mão do cara. Não vivi naquela época, mas, pelo que dá pra perceber vendo fotos e vídeos daqueles tempos, é que muitos homens usavam bandanas e jóias. Definitivamente, esse não era um previlégio de Hendrix.

Mas o pior é quando as duas apelam para memória, do tipo: “nossa, essa língua só pode ser dele, é impossível esquecer”. Que papinho brabo ein, lembrar da língua dum cara com quem transou a 40 anos atrás, só se fosse uma língua muito fora do comum – coisa que não se vê no filme. E não esqueçam da famosa frase: “década de 60: se você lembra de alguma coisa, é porque não esteve lá”.

Últimas observações: 1)a capa do DVD é uma montagem, não é o que se vê no filme – ou seja, se tenta vender algo que não está lá. 2) o filme diz que foi localizado o possível cara que gravou toda a função, mas não conseguiu fazer com que ele concordasse em falar, e também não pode divulgar seu nome por questões legais – ora, isso é uma anti-informação, só quer dizer que se saiu de nada e se chegou a coisa nenhuma: pura cascata. 3) um aviso enorme encerra a produção da Vivid, dizendo, em resumo, que eles não tem nada que ver com o que foi dito no documentário, e que se é verdade ou não é pura responsabilidade das entrevistadas – pra que tanta preocupação? Qual o tamanho da cara-de-pau de alguém que vende um filme chamado “Fita de sexo de Jimi Hendrix” e, só no final, diz que não tem nada a ver com o fato de ser ou não um filme do guitarrista?

Não vai ser dessa vez que o mundo verá um filme pornô de Hendrix. Também nem precisa: o que ele fazia com sua fender stratocaster não era apenas sexo, era sexo divino.


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