Archive for junho \21\UTC 2008

sexo diário continua sendo o melhor remédio

junho 21, 2008

“Sexo diário continua sendo o melhor remédio” – quem dá a receita é o poeta-filósofo de Roraima, Eliakin Rufino. A equipe do Pernas assina o prontuário e segue cantando a música/poema…

 

 

Luta e prazer

Sexo diário continua sendo o melhor remédio

Quem ama não adoece, quem tem tesão não tem tédio

Não mato cobra por que sou ecologista

Nem mostro o pau por que não sou exibicionista

Eu não escrevo teses, eu só escrevo tesões

Não faço subversinhos, só faço subversões

O que importa agora é o que nós vamos fazer daqui pra frente

O que fizeram do mundo? O que fizeram d´a gente?

Por isso eu vou dizer o que que eu acho

Ou a gente parte pra cima ou a gente fica por baixo

Sexo diário continua sendo o melhor remédio

Quem ama não adoece, quem tem tesão não tem tédio

De tanto puxarem meu tapete

Aprendi a pilotar tapetes voadores

 

Pussy models hair cut

junho 16, 2008

Foi assim. Encontrei a cartunista, jornalista e poetisa Mauren Veras escaneando seus trabalhos no laboratório de informática da faculdade. A oportunidade de ter em frente uma figura mitológica como essa é preciosamente única: é preciso pensar rápido e sorrateiramente para tirar proveito. Tudo escaneado, ela estava enviando as tiras para o próprio email afim terminar de tratá-las em casa. Era o meu momento de entrar em ação: retirei cuidadosamente o canivete suiço – só nesse momento compreendi porque minha dizia que era necessário tê-lo sempre na mochila – e cortei os cabos da rede. Ninguém entendeu o que tinha acontecido, me fiz de bobo, tentei ajudar, e enfim joguei a proposta que já tinha bolado no instante em que entrei na sala:

– Quem sabe eu copio na minha pen drive e te mando pelo email…

Ela topou. Nao sabia o que estava fazendo. Começou um período de chantagens, negociações e ameaças de litígios. Por fim, estabeleci meu preço: “só envio tuas tiras se puder publicar alguma coisa tua no blog em que participo”. Demorou mas ela cedeu, e está lá em cima a tira. Vou continuar as negociações, ainda tenho algum material, e só vou entregá-lo mediante mais tiras para o usofruto de nossos valorosos leitores. Nada pessoal, Mauren, mas é que a gente adora teu trabalho, e faz qualquer coisa pra colocá-lo aqui 😉

Série “Sacaneando o leitor” #05

junho 12, 2008

“bla bla bla bla blaaaa, bla blaaaa: cosas de enamorados”

A mordida da maçã – Parte II

junho 11, 2008

Luz, câmera, ação! Para quem, assim como nós do Pernas, está ligado no mundo “visual” que vivemos, pode começar a fazer a pipoca e a se acomodar nas poltronas. Em mais uma pitada da nossa degustação do fruto proibido, lá vem a segunda galeria do Mosex – o museu do sexo de NY: “Action – Sex and the moving image” (uhu!). Pois é, amigo e simpático, o espaço traz, através de vários vídeos, muita sacanagem, publicidade e a história do universo erótico e pornô mundial. Para se ter uma idéia, o museu expõe desde vídeos pornográficos do inicio do século XX até a performance em quatro paredes de famosos (como Pamela Anderson e Colin Farrell), e o vasto material publicitário que explora a temática do sexo.

Se ficou curioso(a), tá aí a dica: o segundo vídeo exclusivo do Pernas Abertas no Mosex! Confira:

Créditos:

Sarah Jacobs, Curadora
Elizabeth Mariko Murray, responsável pelo gerenciamento da coleção
Michael McNamara, assistante
Casson Mann, responsável pelo Design
Graphic Thought Facility, responsável pelo Design
Charlie Gansa, Editor de vídeo

A mordida da maçã – Parte I

junho 9, 2008

O olho indiscreto do Pernas Abertas traz aqui um tour pela primeira galeria do Museu do Sexo novaiorquino. Intitulada “Sex in Design/Design in Sex” a exibição, segundo a organização do evento, mostra a mais inspirada coleção de obras que relacionam sexo e design ao redor do mundo, contendo peças dos tempos do pós-guerra até a atualidade. Conforme o Mosex, o design, cada vez mais, está presente na vida das pessoas na contemporaneidade (na roupa que vetimos, nos carros que dirigimos) e, por isso, também se manifesta na confecção de objetos que tocam no imaginário humano aflorado, inclusive, sobre a sexualidade. 😉

Sarah Jacobs, Curadora do evento, Museum of Sex
Elizabeth Mariko Murray, Assistene da Curadora

DESIGN
Pentagram Design Inc.

SPONSORS
Kiki de Montparnasse (www.kikidm.com).

A mordida na maçã

junho 9, 2008

Aqueles mais ligados às tradições e crenças cristãs que nos desculpem, mas… juro, também não pudemos resistir às tentações do fruto proibido. Os ávidos exploradores do Pernas Abertas ganharam ares internacionais e, atrás daquela informação maliciosa (sabe?), fincaram a bandeira tupiniquim em Nova York,a Grande Maçã. Sem contar toda diversidade e história de sexualidade que, pode crer, amigo leitor, impera sobre aquelas terras, não deixamos escapar a oportunidade de fuçar nas fibras desse lugar e trazer algo especial para você. Pois é… nossas lentes desavergonhadas não sossegaram e abriram as pernas do indiscreto Museu do Sexo novaiorquino… uhu!

Num especial de três postagens, o Pernas traz aqui a atual exibição do MoSex de NYC, principal e mais respeitado museu desse gênero na cidade – e quiça naquele país. Para começo de conversa, já dá para elogiar a direção do local, que traz informação, sacanagem e muitas curiosidades: é um dos museus mais acessíveis à visitação, com ingressos a 14,50 dõlares (que, na prática, sai por mais ou menos 10 mangos, já que há descontos em milhares de folhetos espalhados por locais públicos da Big Apple, como as estações de metrô, por exemplo).

Além disso, para você ter uma idéia do atrevimento de quem comanda o MoSex, o museu está localizado em uma esquina da Quinta com a 27 avenidas, o que, direta ou indiretamnete, já modifica um pouquinho aquele ambiente dominado por dezenas de edificações de grandes empresas característico da região. E… só para deixar bem claro, a gente jura: Isso aqui não é nenhum tipo de puxação de saco ou qualquer coisa parecida, mas sim um reconhecimento de um lugar muito legal e que merece estar entre as nossas indicações de visita. ok?

Fundado em 5 de outubro de 2002, o MoSex já soma sete diferentes exibições, além de três projetos online disponíveis no site do museu. O material lá exposto, segundo administradores do local, provém de diferentes continentes e culturas, contemplnado fotos, vídeos, peças e objetos antigos, desenhos, pinturas e outras obras envolvendo sempre, obviamnete, os tópicos sexo e sexualidade. Tudo isso dividido em três galerias, cada uma sustentando uma temática.

O que também chama a atenção no museu é o discurso promovido por seus organizadores. De acordo com eles, o epicentro do MoSex é a educação sexual, sendo a promoção de seminários, sessões de filmes e performances sobre o tema uma constante. Conforme o fundador e diretor-executivo do local, Daniel Gluck, a idéia do MoSex é ser “o Museu Metropolitan do sexo”, o que já o diferencia, em relação ao seu perfil, um pouco dos museus do gênero encontrados em Paris, Barcelona, Amsterdã, por exemplo. Por essas e outras é que a equipe do Pernas não dormiu no ponto e registrou uma “exploração” pelo MoSex. Hoje, o museu está recebendo três exibições, uma em cada galeria. A primeira delas chama-se “Sex in Design/Design in Sex”; a segunda “Action – Sex and the Moving Image”; e a terceira “Spotlight – On the Permanent Collection”. O negócio agora, amigo leitor, é apertar os cintos, retornar a poltrona à posição vertical e aproveitar o passeio…

Max Hardcore culpado

junho 8, 2008

Ele já é uma lenda do pornô mundial. Em 17 anos de carreira, produziu, dirigiu e atuou em quase 500 filmes, sem contar fotos e vídeos para internet. Mas agora parece que vai ser difícil continuar o triunfo: nesta sexta-feira, Max Hardcore, 50 anos, foi considerado culpado no tribunal por distribuir material “obsceno” em suas produções na rede mundial de computadores. Ainda não sentenciado, a previsão é de vá amargar cinco anos de prisão e pagar mais algumas multas.

Mas como assim? Culpado por obscenidade em material pornográfico? Sim, não é fácil de julgar, mas a questão é que Max parece ter extrapolado os limites do que pode e não pode nesse campo. Conhecido por mostrar necessidades fisiológicas na frente das câmeras, ele foi também apontado muitas vezes por colegas de trabalho como extremamente violento e severo com as atrizes que participavam de seus filmes. Talvez porque ele pegasse com frequência meninas que nem eram profissionais e as levasse para o estúdio – isso quando não filmava na rua – sem elas terem noção do que o jovem senhor era capaz: sexo extremo, violência extrema, ou, em uma palavra, “Hardcore” – assim mesmo, com “H” maiúsculo.

Por outro lado, algumas celebridades da indústria pornográfica são adoradoras absolutas do cowboy de bermudas. É o caso da ex-atriz pornô Ashley Blue, que lamentou a decisão contra Max. Em post de hoje no seu blog – se você ainda não conhece, não sabe o que está perdendo – Ashley afirmou que acha isso tudo muito injusto, e que ele sempre foi muito “gracioso” com ela. Como provocação ainda escreveu: “alguns de nós ainda acreditam em liberdade de expressão”.

A equipe do Pernas Abertas selecionou quatro ensaios fodásticos de Hardcore. Se você é maior de idade e não conhece o trabalho do cara, é um caminho para tentar entender o porquê de tanto barulho. Só clique se você sabe realmente onde vai se meter: um, dois, três e quatro.