Archive for abril \25\UTC 2008

Onde se ganha o pão…

abril 25, 2008

“Eu gosto de me sentir sexualmente excitado”
“Eu gosto de sair com pessoas do sexo oposto”
“Eu gosto de ler livros, ver filmes e programas de tevê que tenham como assunto central o sexo”
“Eu gosto de ouvir e/ou contar piadas envolvendo sexo em festas e encontros com amigos”

Alguém pode me explicar porque essas afirmações estavam em uma extensa lista para completar com categorias do tipo “Não me é característico” ou “É característico” que tive que preencher para concorrer a uma vaga de estágio?!?! Não, amigos, era um trabalho num lugar bem “convencional”. O psico-tecno-misticismo empresarial me parace cada vez mais inexplicável.

Comeu?!?! “Ah… então vai ter que dar…”

abril 10, 2008

Eu já conheci muita gente cara-de-pau. Uns mentem para se beneficiar, outros deturpam uma situação em favor próprio e ainda têm aqueles sem-vergonha mesmo. Mas, hoje, amigo leitor, depois de ter achado que já tinha visto “de tudo”, confesso: tem umas figurinhas que não se cansam de se superar e, de forma quase inédita, ainda conseguem me surpreender. Para você ter uma idéia do tamanho do absurdo, escuta aí a história dessa vigaris… digo, dessa mulher.

Idade: 30 anos. Profissão: Professora. Nacionalidade: Malaia.
Estado do hímem: Rompido. Pois é… dizem as más linguas que a nossa protagonista era uma mulher tradicional, daquelas que querem porque querem casar, sabe? E, acredite, como alguém ligado aos “bons costumes”, a moça queria casar virgem (com 30 anos?). O namorado dela, que não é bobo nem nada, fazia o jogo duro, desconversando sobre o assunto, apesar de não aguentar mais AQUELA (!!!) abstinência. A solução, então, foi uma compensação para ambos os lados. Ela aceitou se entregar ao rapaz em troca da união de papel passado do casal. Papo vai, papo vem… E assim se deu. Em troca de uma aliança (talvez até de brilhantes!!!), a famigerada virgindade da professorinha bateu asas e voou.

Tudo parecia na maior felicidade e normalidade, mas, amigo leitor, havia um problema: como a união não recebeu a benção espiritual, já que o matrimônio somente se deu no civil, e a moça não tinha mais o lacre do hímem intacto, a família da nossa protagonista reagiu. A partir daquele momento, a professorinha não podia mais fazer parte da família. Estava expulsa do círculo familiar.
Foi um tapa na cara. Nem sei o quanto é difícil receber uma notícia como esta, mas, pelo menos, tenho certeza de uma coisa: na dificuldade é que as pessoas se revelam. Hoje, depois de iniciada sua vida sexual, a moça, se sentindo muito lesada, procurou a Justiça. Está processando o marido, pedindo a anulação do casamento e esperanddo receber uma indenização de nada mais nada menos que 3 milhões de dólares bancada pelo rapaz. E sabe qual é alegação defendida pela vigarista? O matrimônio se deu de “maneira deturpada”, só no papel. Segunda ela, as coisas não ocorreram do jeito que todas as mulhers desejam. Sei lá… tô muito intolerante ou essa mulher está passando dos limites?

Pernas abertas para o Tibete

abril 7, 2008

“…e não pude acreditar nos meus olhos quando quando vi Japhy e Alvah tirando a roupa e jogando as peças para todos os lados e vi que Princess estava nua em pêlo, a pele branca como a neve quando o sol vermelho incide sobre ela ao anoitecer, naquela luminosidade vermelha obscura. ‘Que diabos’, disse eu.

‘Eis o que é yabyum, Smith’, disse Japhy, e sentou-se de pernas cruzadas sobre a almofada no chão e fez um movimento na direção de Princess, que se aproximou e se sentou em cima dele e de frente para ele, abraçando-o pelo pescoço e ficaram assim sem dizer nada durante um tempo. Japhy não estava nem um pouco nervoso nem acanhado e simplesmente ficou lá sentado em em formação perfeita, bem como deveria ficar. ‘É isso que se faz nos templos do Tibete. É uma cerimônia sagrada, é feita desta maneira na presença de monges que entoam cânticos. As pessoas rezam e recitam Om Mani Padme Hum, que significa Amém ao Raio no Vazio Escuro. Eu sou o raio, e Princess é o vazio escuro, percebe?’”

O trecho acima faz parte dos “Os vagabundos Iluminados”, de Jack Kerouac, na tradução de Ana Ban. Está aí só para lembrar que todos aqui nessa casa querem morar no Tibete, transar com Dalai Lama e usar secreções corporais para cessar a combustão da chama olímpica.

Kaddish para Allen Ginsberg

abril 6, 2008

Volta e meia encontro com alguma coisa que – pah – me faz voltar a Allen Ginsberg. E assim faço, e o devoro por horas e horas, como aconteceu nesse domingo. A impulso de publicar aqui alguma coisa sua foi tão gigantesco que saí imediatamente procurando desculpas. Não demorou nada e encontrei: ontem o mundo fechou onze anos sem Ginsberg. Segue nossa homenagem, poema resultado das vivências com Neal Cassady, o mais macho e inflamável de todos os beats, e que mesmo assim foi imediatamente seduzido pelo poeta. Uma semana e uma vida inteira com muita poesia a todos:

Poema de amor sobre um tema de Whitman

Entrarei silencioso no quarto de dormir e me deitarei entre noivo e noiva,

esses corpos caídos do céu esperando nus em sobressalto,

braços pousados sobre os olhos na escuridão,

afundarei minha cara em seus ombros e seios, respirarei sua pele

e acariciarei e beijarei a nuca e a boca e abrirei e mostrarei seu traseiro,

pernas erguidas e dobradas para receber, caralho atormentado na escuridão, atacando

levantado do buraco até a cabeça pulsante,

corpos entrelaçados nus e trêmulos, coxas quentes e nádegas enfiadas uma na outra

e os olhos, olhos cintilando encantadores, abrindo-se em olhares e abandono,

e os gemidos do movimentos, vozes, mãos no ar, mãos entre as coxas,

mãos na umidade de macios quadris, palpitante contração de ventres

até que o branco venha jorrar no turbilhão dos lençois

e a noiva grite pedindo perdão e o noivo se cubra de lágrimas de paixão e compaixão

e eu me erga da cama saciado de últimos gestos íntimos e beijos de adeus –

tudo isso antes que a mente desperte, atrás das cortinas e portas fechadas da casa escurecida

cujos habitantes perambulam insatisfeitos pela noite, fantasmas desnudos buscando-se no silêncio.

*

Tradução de Claudio Willer, em “Uivo, Kaddish e outros poemas”, coleção L&PM Pocket.

Buenos Aires. Chapéus e Mulheres

abril 4, 2008

As gurias do Pernas Abertas estavam ausentes sim, mas por fortes motivos! Pesquisa de campo.

O blog mandou – mas não ajudou a pagar – e fui eu para Buenos Aires saber da vida sexual dos nossos hermanos.

Doidos para saber? Também eu. Me desculpem, tive um ataque de timidez , a língua de Colombo me fugiu, e a minha vida de repórter internacional quase terminou antes de mesmo começar. Quase. Fui salva pelo acaso (e o não tão acaso assim) e consegui pelo menos descobrir um segredo da cidade. Seguindo o roteiro do “charme quieto” ( um dia eu explico), caminhava eu pelas largas avenidas de Buenos Aires e…senti! Sim, senti. Aquela cidade desejava, ela implorava por um chapéu!!!Assim. Do nada, me deu essa luz!! Sim, o negocio foi quase uma experiência religiosa – que tem tudo a ver com sexo, pelo menos o bom.

St. Telmos visitada, e vossa repórter era outra. Aba de lado, olhar escondido. Hehehehhe

Só um vídeo para demonstrar a sensação!!!! Em segundos, tudo mudou. Não escapei de nenhum olhar masculino – inclusive do famoso gira pescoço -, a paquera brotou de cada canto visitado. Fui cortejada, desejada, apreciada, admirada, e não entendi. Decidi que não era normal!! Era preciso investigar. Primeira colaboradora: minha irmã. (Família não manda recibo). Resultado? = o mesmo fenômeno foi registrado!!!!!!!!Não é falsa modéstia. Era exagerado. Fenômeno mesmo!!!

Ok, no fundo já tinha minhas desconfianças. É. Provavelmente as prostitutas de Buenos Aires “sentiram” que a cidade “pedia” um chapéu bem antes de eu chegar com minha arroganciazinha… tsss,bobinha… meio sem graça, quase derrotada, mas ainda decidida, cheguei ao Hotel.

O querido estagiário do Hotel foi logo questionado: “Mauro, as prostitutas aqui… elas usam chapéu ? É um sinal?”

O Mauro negou com o sorriso mais inocente e doce do mundo, mas eu não levei fé… Um chapéu não pode dar tanto poder para uma mulher!!! Ganhou do salto agulha, mini, maquiagem, cabelão, etc. Muitos Mauros questionados depois, e nada provado. Então? Ou o chapéu é acessório indispensável em Buenos Aires ou há um complô nacional para não serem revelados/confirmados os “segredos públicos” das profissionais do sexo.

Erótika Fair

abril 2, 2008

Vejam só que fraquinho o site da 12 Erótika Fair, que inicia semana que vem em São Paulo, clicando aqui. Sem programação definida ainda, por meio dos expositores confirmados deu pra perceber que o mote é a venda de badulaques para o sexo e a promoção de atividades – fiquei curioso pra saber quais! – e shows. O grande destaque das apresentações parece ficar por conta da banda Baby Doll, daqui de Porto Alegre. DICA: nem perca tempo procurando algo interessante no site da Erótika, tire proveito do seu tempo se deliciando com essa obra de arte da Baby Doll: