Homens sensíveis compram revistas

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Por que será que uma revista gay tem que ter homem pelado? E por que revistas masculinas também? Porque as pessoas que compram gostam – se excitam. Talvez nem só por isso, mas também não estou aqui para dar todas as respostas.

De qualquer forma, fiquei feliz com a compra que fiz da revista Júnior. Uma verdadeira novidade. Uma revista gay sem putaria deve ser algo comemorado no mercado editorial brasileiro, tão reprodutor de esteriótipos. Um dos aspectos que eu mais gostei foi o tratamento antenado das matérias. Qualquer pessoa pode lê-las sem perceber que elas pertencem a uma publicação segmentada. Há material para quem gosta de ler sobre moda, cuidados com o corpo, mas também sobre as novas preocupações do homem moderno.

Sei que, quando falo em homem moderno, restrinjo o público masculino a um homem com um bom poder aquisitivo e aberto a novidades. Mas, vá lá, os tradicionalmente conhecidos por atitudes mais, digamos, conservadoras – para não chamar de primitivas – ficam mesmo é com as revistas de mulher/homem pelada (o) e jamais irão se indagar sobre novas posturas dentro dos seus relacionamentos, por exemplo.

A mudança comportamental do homem moderno tem reflexo no surgimento dessas revistas. Elas vão se direcionar mais aos metrosexuais, ok, mas vão também dar visibilidade a um novo tipo de postura. É o homem se aproximando das melhores qualidades femininas como a flexibilidade, a capacidade de planejamento pensando não só em si, e, especialmente, uma postura diferente dentro da nova estrutura familiar que surge no nosso tempo. Por isso, acredito que o trabalho não só da Júnior, mas de todas essas novas publicações segmentadas, deve ser aplaudido, por tratarem de forma menos homogênea de assuntos tão complexos como o homem contemporâneo que busca reformular sua identidade.

2 Respostas to “Homens sensíveis compram revistas”

  1. Letíssia C. Says:

    Eu olhei e li a revista Júnior. Coincidentemente, quem nos apresentou ela foi o Vander. E naquela ocasião eu disse e repito aqui: adorei a revista! As matérias têm nível e não são chocantes ou estúpidas como as das outras revistas que tratam do assunto.

  2. Ale Lucchese Says:

    eh isso aih! tratar de temas polêmicos ou com públicos esteriotipados pela mídia tradicional não pode ser limitação para criatividade e aprofundamento. O blog Pernas Abertas é o maior exemplo disso! haaHauhauiahui

    ale lucchese, especialista em oportunismo e auto-promoção

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