Tudo começou com um rebolado

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Tudo começou com um rebolado (sempre assim…). A cintura gira e o sexo fala, comunica, transcende. O charming boy Elvis Presley, nos embalos da década de 50, criou passos sensuais (há quem acredite que foi o Forrest Gump), muitas vezes criticados pelos progenitores daqueles que o amavam. Elvis, the Pelvis, talvez fora o precursor do que então veio a culminar na trilogia mais famosa: sexo, drogas e rock´n´roll.

Na década de 60, o amor livre passava de boca em boca, de corpo em corpo. A consagração do divino de cada um. Dançar com os deuses. Não era simples putaria por putaria, aquela galera se libertou da moralidade vigente nas décadas anteriores – as portas da percepção estavam abertas. O limite era o céu e através do sexo, das drogas e do rock´n´roll eles chegavam lá. The Doors, Janis Joplin, Led Zeppelin, Jimi Hendrix e o resto da turma que participou de Woodstock. Rock e sexo se tornaram sinônimos, os Rolling Stones expressaram bem este conceito no seu logo sugestivo: uma língua saliente, afoita para ser colocada em prática.

 

Não sei se a galera brochou, nem todos desencarnaram aos 27 anos e o rock não morreu (ainda), mas a trilogia enfraqueceu de década para década e a criatividade se restringiu a melodias repetitivas, sem aquela quebrada que faz o corpo se contorcer em movimentos serpentinos involuntários. Quando a mente pára, o corpo fala. Os filhos e netos da geração “peace & love” levaram pouco da liberdade de expressão daqueles tempos de flores na cabeça.

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