Sexo Jornalístico

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Esse texto foi um editorial escrito por quatro elementos deste blog (Dani, Alê, Vander, Mari) para a cadeira de Redação Jornalística III. Só que a opinião geral foi de que ele parece mais um artigo. Leia e decida-se sobre esse nosso texto com crise de identidade (sexual?).

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BASTA!

Não é possível conceber a existência de qualquer forma viva sem a existência de uma sexualidade. Central na vida de qualquer espécie, não faltam exemplos de como o sexo levou a humanidade também a estruturar redes sociais em que o ato sexual – ou a ausência dele – definiria papéis, seria sinônimo de prestígio e se carregaria de valores simbólicos. O celibato, que marca e legitima iniciados de diversas práticas religiosas, assim como o casamento, que avaliza uma relação como estável perante a sociedade e até mesmo lhe bonifica com direitos legais; são apenas alguns índices de que, explicitamente ou não, a sexualidade está caracterizando maneiras como a sociedade organizada se estrutura. Até mesmo o comércio sexual em sua encarnação midiática – a pornografia -, não só faz circular bilhões de dólares pelo mundo, como também foi fundamental na organização de redes de distribuição e produção de produtos culturais em VHS e DVD como um todo. Processo semelhante está acontecendo agora, em que a indústria pornográfica está fazendo avançar as linguagens e tecnologias para a convergência tecnológica entre mídias tradicionais e mídias móveis.

Se por um lado, então, é possível encontrar o sexo agregado à sociedade humana de maneira intensa e organizada, em outro extremo farejamos um conservadorismo que relega certas posturas ao simples descaso ou marginalização. A morosidade em discutir a união civil entre pessoas do mesmo sexo e a falta de políticas públicas a respeito da prostituição, são casos exemplares de que o Estado, assim como muitos dos seus próprios cidadãos que representa, não consegue encarar de frente temas relacionados à sexualidade. É a repressão do instinto sexual institucionalizada.

A homossexualidade não pode mais ser encarada como uma aberração. O respeito às diferenças é fundamental para o bom andamento da sociedade, até porque já está bem claro que sexualidade não é uma opção, mas sim uma questão inconsciente, que independe da vontade do indivíduo. Dentro do que entendemos por identidade sexual há uma gama enorme de variantes. Longe de fazer uma classificação sexual dos indivíduos, as variantes sexuais reforçam a idéia de que conceitos como “normal”, “natural” e “patologia” são falácias convencionadas socialmente.

Em relação à prostituição, o moralismo também impera. O Código Penal brasileiro não aborda a atividade, mas sim o lenocínio que consiste em favorecer, induzir ou tirar proveito da prostituição alheia, além de considerar “crime contra os costumes” manter casas de prostituição. Primeiramente, deveria se considerar o motivo que levam pessoas, em especial mulheres, a se prostituírem. Normalmente é a falta de condições adequadas de vida. Somente combatendo-se as raízes do problema, poderia dar-se o fim a prostituição; medidas e leis impostas não acabarão com a aquela que é a ‘mais antiga das profissões’. Uma vez que não há como resolver todos os problemas-chave que levam alguém a vender seu corpo como forma de sustento, é melhor que se regularize a profissão, aceitando-a ao invés de jogá-la na marginalidade.

O sexo é, ao mesmo tempo, um assunto central e um tabu. A maneira como a sociedade aborda as sexualidades costuma a vacilar entre extremos de vulgarização e puritanismo doentio. Não há uma abordagem natural das diferenças, do que é o sexo, como parte da natureza humana. Enquanto não houver uma aceitação desse tema, em suas mais diferentes faces, os assuntos mais polêmicos, tal qual os abordados neste texto, continuarão sendo descriminados, mitificados e relegados a discussões discretas em grupos ‘alternativos.’ Dizemos BASTA! a essa postura hipócrita. Afinal, se podemos ir ao uma festa e dançar ao som de ‘Tchutchuca’ e outras músicas vulgares, porque não podemos aceitar e discutir o sexo como algo normal?

4 Respostas to “Sexo Jornalístico”

  1. Ale Lucchese Says:

    Tão chato qto um editorial e tão comprido qto um artigo. Ateh q essa aberração tem algum conteúdo, se o leitor tiver fôlego pra chegar ateh o final, hehehehe

    mas a intenção era essa mesma, o q a gente naum faz por um conceito um poquinho melhor neh….

  2. Mari Lopes Says:

    Nah, acho que num blog amplo e diversificado como o Pernas Abertas, os leitores não se incomodarão com um texto um pouco mais longo. Pode ser até que alguns se excitem, sempre temos os apaixonados por textos (e outras coisas) longos….

    Basta de discriminação com os textos mais longos que falam sobre sexo! Quem disse que sexo não é culto???

  3. Ale Lucchese Says:

    isso aih, vamos desafiar esses leitores! abram as pernas q o Pernas vai entrar!

  4. Paula Says:

    Hey people

    Lendo o que falta pra ser um editorial, na minha humilde opinião, é ter outro começo. Algo mais direto ao ponto, depois seguir com o resto do texto igual. Até porque informação é um argumento de convencimento muito bom, só faltou chamar a atenção do leitor pro assunto no início. E sim, viva os texto longos. 😉

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