“Amores, guerras e sexualidade, 1914-1945”.

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Datas que marcaram a nossa História.
Sentimentos que tomam conta do nosso espírito, independentemente de quaisquer vontades.
Acontecimentos sangrentos, cruéis e lamentáveis.
Instintos…

Isso é parte do que poderíamos encontrar se, algum dia, pudéssemos abrir o livro de receitas do Museu do Exército francês. Lançando mão desses ingredientes e temperos, a instituição mostrou sensibilidade e está promovendo um evento que veio para marcar os dias recentes da Cidade Luz. Mesmo guardadas na memória histórias da carnificina vivida durante as duas Grandes Guerras, ainda assim podemos olhar para trás e enxergar um mundo em cores, onde impera o que é vivo; onde o que é diferente é aceito; e onde ser apenas humano é o mais belo. A exposição “Amores, guerras e sexualidade, 1914-1945” apoia-se exatamente nesse ponto. Ela retrata os dois maiores conflitos armados até hoje vistos sob outro prisma: as guerras não mais são somente o lugar da morte e dos desastres. Mais do que isso. Elas, como nas palavras dos organizadores do evento, “não suspendem a vontade dos seres humanos de amar e serem amados”. Na verdade, “essa necessidade de amar se expressa com mais intensidade quando se vive em uma época de incertezas e se sente dramaticamente a presença do sofrimento e da morte”.

Relatos históricos, documentos e fotografias expostos trazem amor, declarações apaixonadas e, claro, sexo, erotismo e fantasmas sexuais. Se vê nas enfermeiras não apenas a grandiosidade de quem tenta salvar vidas, mas também a mulher que floriu com os moldes de seu corpo os campos de batalha. O Homem não só mata. Ele, como nunca, dá e recebe afeto. Há materiais inclusive de casais gays. (veja só!) O fogo cruzado não foi suficiente para inibir a ousadia e sexualidade feminina: a fotógrafa Lee Miller, que foi correspondente de guerra, tem, por exemplo, uma foto exposta na qual está nua na banheira de Hitler, o Füher.

Bom… Está certo que boa parte dos que aqui se aventuraram não terão a chance de ver de perto esse belo evento. Mas, tenho certeza, fica uma lição: vamos valorizar o que é humano, natural, já que ele, com certeza, pode, inclusive, revelar o sexual, o erótico. ;D

Obs.: A exposição vai até 31 de dezembro

2 Respostas to ““Amores, guerras e sexualidade, 1914-1945”.”

  1. Ale Lucchese Says:

    nunca foi taum apropriado o “make love, don’t make war”, heehhehe

    q esforço bonito, desvendar o humano por trás de metralhadoras tanques avioes e escopetas. lembrar q, apesar de td, viemos tds do mesmo barro. valeu Douglas!

  2. peterson Says:

    orrível

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