Por um tablete de manteiga

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hummm

Com 19 aninhos, a atriz Maria Schneider estreou no cinema ao lado de Marlon Brando, já com seus 42. Último Tango em Paris (1972) tem na direção e também dividindo o roteiro o mais francês dos italianos, Bernardo Bertolucci. Perturbardor é o mínimo adjetivo que se pode destinar ao filme. A trama se desenvolve basicamente em um quarto vazio. O casal se encontra acidentalmente e depois para satisfazer seus instintos. Quando a moça pergunta o nome do homem com quem divide os gemidos, ele urra: grrrrhumm. Não é necessário nomes ou conceitos ali.

Somente em 1979 que o Último Tango pôde ser bailado no Brasil por causa de duas cenas. Numa delas, Paul (Brando) fala para Jeanne (Maria) cortar as unhas do indicador e do dedo do meio para que estes encontrassem seu destino sem machucá-lo. Ela enfia os dedos no cu dele a pedidos. A outra cena foi o próprio Brando quem sugeriu e Bertolucci apoiou. No chão, ele se besunta com manteiga e faz sexo anal com a jovem no carpete do apartamento.

A película se tornou um clássico, embora nem todos tenham ficados satisfeitos. Maria Schneider disse em entrevista a um jornal britânico que se arrependeu de ter feito o filme com Bertolucci. “Quando me falaram da cena [da manteiga], eu tive uma explosão de raiva. Eu joguei tudo que estava à minha volta. Ninguém pode forçar alguém a fazer algo que não está no script. Mas eu não sabia isso. Eu era muito jovem. Então, eu fiz a cena e chorei. Minhas lágrimas em cena eram verdadeiras.”

Estrear nas telonas tendo o ânus como protagonista contra sua vontade deve ser difícil para qualquer um…

último tango em paris

 

last_tango_in_paris.jpg

eis a famosa cena…

12 Respostas to “Por um tablete de manteiga”

  1. Ale Lucchese Says:

    eh impressionante q mesmo atrizes q naum sabem o q estão fazendo acabam conseguindo fazer um bom trabalho. palmas para bertolucci q naum se resigna a um cu doce e sabe aprecia-lo com um bocado de manteiga.

    dani, tomei a liberdade de colocar a tag sex-cinema no post 😉

  2. Alexandre Haubrich Says:

    Manteiga no dos outros é geléia.

  3. B. Says:

    Meninos, quanto mais leio, mais gosto do espaço. Beijos! B.

  4. Ale Lucchese Says:

    seja sempre bem-vinda B. pra ficar a vontade

  5. Gabi Says:

    melhor cena de sexo ever

  6. Alvaro Says:

    Belo espaço!

    anarco-sexismo despudorado.

    Prazer, viver, trepar! Viva!!!

  7. Loteria da Babilônia » Arquivos » Curiosidade: Seu Madruga Marlon Brando Says:

    […] Um pouco mais de detalhes do filme AQUI! […]

  8. Djalma Says:

    Se realmente a Maria Scheneider dizendo a verdade não se sabe, mas o que é incontestável é que ela jamais conseguiu repetir o mesmo êxito como atriz em outros trabalho. Portanto ela deveria agradecer ao Brando e ao Bertolucci. Atriz de um só papel.

  9. sexputz Says:

    A Maria Schneider morreu, e a galera só fala dessa bendita manteiga. Acho isso um profundo desrespeito e uma catarse “politicamente incorreta”, como se a maioria dos machistões não fizessem isso (no papel passivo – o famoso “fio terra”). Quanta hipocrisia e babaquice!!!

  10. darcy cruz Says:

    Revi ontem o filme. Não mudei muito de opinião: um filme mediocre, mesmo para a época, com o principal objetivo de escandalizar mais do que qualquer outra coisa. Enfim, mediocre como o Betolucci, muito mais badalado do que, na realidade, um grande diretor. Quem sofreu, foi a pobre da Maria Schneider entregue às feras, verdadeiras cobras criadas, cheias de vícios e preconceitos, machistas, etc.,etc. Ninguém aguentava aquela barra com 19 anos. Onde estava o pai, o ator Daniel Gelin? Conclusão: em nome de agredir os costumes, acabaram com uma vida humana, pois a meu ver Maria Schneider começou a morrer ali.

  11. Carolina Says:

    Isso se chama estupro. A pobre ficou perturbada, e esse filme infelizmente teve um impacto negativo na sua vida e saúde mental.

  12. Luna Says:

    Nossa, ver uma ode ao estupro ser brindada enquanto uma grande cena artística… E o questionamento profissional de uma atriz que teve a vida destruída por dois misóginos ser visto como prova de que brando e bertolucci são geniais. Cultura do estupro, presente!

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