Archive for setembro \30\UTC 2007

Sexo animado

setembro 30, 2007

Pessoal, muito gente não sabe, assim como eu também não sabia, mas o primeiro festival internacional de animação erótica do mundo é brasileiro! E em novembro chega à sua segunda edição! É nóis!

O FIAE 2007 reúnirá no Rio de Janeiro longas e curtas metragens de vários países, desde que sejam animações e que tenham o sexo, o erotismo e o amor por tema. A vinheta ali em cima é a oficial do evento e foi feita pelo homem-multimídia Ondrej Rudavsky. Sim, com esse nome ele só poderia ter nascido na Eslováquia.

E não perca! Em breve, o Pernas Abertas estará lançando sua campanha para representar sua honrosa comunidade de leitores no festival.

Batera do White Stripes fazendo pornô?

setembro 28, 2007

Ganha repercussão pela internet o vídeo pornô amador que supostamente Meg White, a baterista quietinha do White Stripes, teria participado. Especulações à parte, a mocinha do vídeo é realmente muuuito parecida, mas a assessoria do duo já emitiu nota refutando a hipótese e cancelou alguns shows da turnê norte-americana por causa de “crises de ansiedade” da baterista decorrentes do bafafá.

Pra quem quiser tirar suas próprias conclusões ou simplesmente curtir uma cena-ripa-na-chulipa-amadora, clica aqui.

escolha seu homem

setembro 27, 2007

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Sexo Jornalístico

setembro 27, 2007

Esse texto foi um editorial escrito por quatro elementos deste blog (Dani, Alê, Vander, Mari) para a cadeira de Redação Jornalística III. Só que a opinião geral foi de que ele parece mais um artigo. Leia e decida-se sobre esse nosso texto com crise de identidade (sexual?).

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BASTA!

Não é possível conceber a existência de qualquer forma viva sem a existência de uma sexualidade. Central na vida de qualquer espécie, não faltam exemplos de como o sexo levou a humanidade também a estruturar redes sociais em que o ato sexual – ou a ausência dele – definiria papéis, seria sinônimo de prestígio e se carregaria de valores simbólicos. O celibato, que marca e legitima iniciados de diversas práticas religiosas, assim como o casamento, que avaliza uma relação como estável perante a sociedade e até mesmo lhe bonifica com direitos legais; são apenas alguns índices de que, explicitamente ou não, a sexualidade está caracterizando maneiras como a sociedade organizada se estrutura. Até mesmo o comércio sexual em sua encarnação midiática – a pornografia -, não só faz circular bilhões de dólares pelo mundo, como também foi fundamental na organização de redes de distribuição e produção de produtos culturais em VHS e DVD como um todo. Processo semelhante está acontecendo agora, em que a indústria pornográfica está fazendo avançar as linguagens e tecnologias para a convergência tecnológica entre mídias tradicionais e mídias móveis.

Se por um lado, então, é possível encontrar o sexo agregado à sociedade humana de maneira intensa e organizada, em outro extremo farejamos um conservadorismo que relega certas posturas ao simples descaso ou marginalização. A morosidade em discutir a união civil entre pessoas do mesmo sexo e a falta de políticas públicas a respeito da prostituição, são casos exemplares de que o Estado, assim como muitos dos seus próprios cidadãos que representa, não consegue encarar de frente temas relacionados à sexualidade. É a repressão do instinto sexual institucionalizada.

A homossexualidade não pode mais ser encarada como uma aberração. O respeito às diferenças é fundamental para o bom andamento da sociedade, até porque já está bem claro que sexualidade não é uma opção, mas sim uma questão inconsciente, que independe da vontade do indivíduo. Dentro do que entendemos por identidade sexual há uma gama enorme de variantes. Longe de fazer uma classificação sexual dos indivíduos, as variantes sexuais reforçam a idéia de que conceitos como “normal”, “natural” e “patologia” são falácias convencionadas socialmente.

Em relação à prostituição, o moralismo também impera. O Código Penal brasileiro não aborda a atividade, mas sim o lenocínio que consiste em favorecer, induzir ou tirar proveito da prostituição alheia, além de considerar “crime contra os costumes” manter casas de prostituição. Primeiramente, deveria se considerar o motivo que levam pessoas, em especial mulheres, a se prostituírem. Normalmente é a falta de condições adequadas de vida. Somente combatendo-se as raízes do problema, poderia dar-se o fim a prostituição; medidas e leis impostas não acabarão com a aquela que é a ‘mais antiga das profissões’. Uma vez que não há como resolver todos os problemas-chave que levam alguém a vender seu corpo como forma de sustento, é melhor que se regularize a profissão, aceitando-a ao invés de jogá-la na marginalidade.

O sexo é, ao mesmo tempo, um assunto central e um tabu. A maneira como a sociedade aborda as sexualidades costuma a vacilar entre extremos de vulgarização e puritanismo doentio. Não há uma abordagem natural das diferenças, do que é o sexo, como parte da natureza humana. Enquanto não houver uma aceitação desse tema, em suas mais diferentes faces, os assuntos mais polêmicos, tal qual os abordados neste texto, continuarão sendo descriminados, mitificados e relegados a discussões discretas em grupos ‘alternativos.’ Dizemos BASTA! a essa postura hipócrita. Afinal, se podemos ir ao uma festa e dançar ao som de ‘Tchutchuca’ e outras músicas vulgares, porque não podemos aceitar e discutir o sexo como algo normal?

Cinema Gay

setembro 26, 2007

Oi, gente! Mais cinema gay para todas as idades e orientações.

Que tal assistir um filme que ganhou oitenta e três prêmios, incluindo cinco Oscar e três Golden Globes? Beleza Americana (American Beauty, de Sam Mendes. Eua, 1999) é uma rara unanimidade de crítica e público. Trata de temas como adultério, drogas, vida profissional e virgindade. Escrita pelo ativista gay Alan Ball a história é um retrato íntimo da vida familiar estadunidense, que apresenta muitos “desajustes” sempre muito bem escondidos dentro do armário.

As Horas (The Hours, de Stepehen Daldry. EUA, 2002) é outra dica. Com uma narrativa requintada dá conta da vida de três personagens em épocas distintas. Com atuações perfeitas o filme é perturbador, assim como foi a vida da protagonista, Virginia Woolf.

Contando a história real de um casal de assaltantes gays a trama de Plata Quemada é dividida em segmentos de ação e de segmentos de trama psicológica. É um dos melhores filmes latino-americanos sobre homoafetividade. Plata Quemada é uma super-produção de 2002 dirigida por Marcelo Piñeyro, que conta com uma equipe vasta entre eles, argentinos, uruguaios, espanhóis e franceses.

A dica nacional que tenho é responsável pela emergência de um dos grandes atores brasileiros de todos os tempos (embora ele esteja fazendo papéis sofríveis e de mau gosto nas novelas globais): Lázaro Ramos. Madame Satã (de Karim Aïnouz. Brasil/França, 2002) é o melhor filme gay brasileiro de todos os tempos. Conta a história da construção do mito Madame Satã, um malandro, negro e gay, marginalizado, que morou na Lapa na década de 1930. A fotografia do filme é de extrema beleza e está ligada ao aperfeiçoamento da técnica do cinema nacional.

“Amores, guerras e sexualidade, 1914-1945”.

setembro 25, 2007

 

Datas que marcaram a nossa História.
Sentimentos que tomam conta do nosso espírito, independentemente de quaisquer vontades.
Acontecimentos sangrentos, cruéis e lamentáveis.
Instintos…

Isso é parte do que poderíamos encontrar se, algum dia, pudéssemos abrir o livro de receitas do Museu do Exército francês. Lançando mão desses ingredientes e temperos, a instituição mostrou sensibilidade e está promovendo um evento que veio para marcar os dias recentes da Cidade Luz. Mesmo guardadas na memória histórias da carnificina vivida durante as duas Grandes Guerras, ainda assim podemos olhar para trás e enxergar um mundo em cores, onde impera o que é vivo; onde o que é diferente é aceito; e onde ser apenas humano é o mais belo. A exposição “Amores, guerras e sexualidade, 1914-1945” apoia-se exatamente nesse ponto. Ela retrata os dois maiores conflitos armados até hoje vistos sob outro prisma: as guerras não mais são somente o lugar da morte e dos desastres. Mais do que isso. Elas, como nas palavras dos organizadores do evento, “não suspendem a vontade dos seres humanos de amar e serem amados”. Na verdade, “essa necessidade de amar se expressa com mais intensidade quando se vive em uma época de incertezas e se sente dramaticamente a presença do sofrimento e da morte”.

Relatos históricos, documentos e fotografias expostos trazem amor, declarações apaixonadas e, claro, sexo, erotismo e fantasmas sexuais. Se vê nas enfermeiras não apenas a grandiosidade de quem tenta salvar vidas, mas também a mulher que floriu com os moldes de seu corpo os campos de batalha. O Homem não só mata. Ele, como nunca, dá e recebe afeto. Há materiais inclusive de casais gays. (veja só!) O fogo cruzado não foi suficiente para inibir a ousadia e sexualidade feminina: a fotógrafa Lee Miller, que foi correspondente de guerra, tem, por exemplo, uma foto exposta na qual está nua na banheira de Hitler, o Füher.

Bom… Está certo que boa parte dos que aqui se aventuraram não terão a chance de ver de perto esse belo evento. Mas, tenho certeza, fica uma lição: vamos valorizar o que é humano, natural, já que ele, com certeza, pode, inclusive, revelar o sexual, o erótico. ;D

Obs.: A exposição vai até 31 de dezembro

Amor em dias de chuva…

setembro 24, 2007

Oi, Gurizada!Desculpem-me pela longa ausência. A vida na pós-modernidade porto-alegrense é mesmo corrida. Especialmente para quem é aluno da Clarice Esperança e da Cida Golin, é estagiário e ainda tem um emprego. Aliando isso à minha rotina de “dono de casa” e minha falta de inspiração, vocês entenderão porque estive fora do circuito.

Agora, com esse tempo chuvoso e chato, estou de volta e com dicas de filminhos para as colegas bibas, pois o que nos resta com esse tempo é pegar uma panela grande de brigadeiro com granulado, um cobertor e se atirar na frente da TV.

Hoje em dia eu não gosto de filme de putaria pura, já tive fases solitárias, mas quem aí nunca as teve? Então, quero falar de filmes que todos os públicos podem assistir, sem medo, inclusive para os homens héteros é uma boa dica. Mulheres adoram homens sensíveis e sem preconceito.

Bom, para quem está no início do namoro recomendo romances:

Todas as cores do amor (Goldfish Memory, de Elizabeth Gil. Irlanda, 2003): o cenário do filme é composto por imagens inesquecíveis de Dublin. A música é, pasmem, de Tom Jobim e o roteiro se desenvolve de maneira envolvente, falando de amor de uma singela a partir da vida de personagens com as mais variadas orientações sexuais.

A razão do meu afeto (The object of my affection, de Nicholas Hynter. EUA, 1998): apesar de ser uma produção do grande circuito estadunidense, o filme surpreende pela proposta de sair quebrando todos os estereótipos possíveis a partir da seqüência de cenas que nos conduz suavemente a um romance definitivo, com o qual, no final das contas, todos sonhamos.

Para quem está numa fase mais sólida do relacionamento está na hora de rir para não cair na monotonia. As dicas são A gaiola das Loucas, tanto a versão original, francesa, de 1978, quanto a refilmagem de 1996, que traz Robin Williams em atuação definitiva e Amor a toda prova, produção menos conhecida mas com alta qualidade e com um elnco de primeira linha. A história é inteligente, mesclada com o estilo pastelão, tem uma anã raivosa, maravilhosa, e um serial killer.

Por fim, um clássico.

Morte em Veneza (Morte a Venezia, de Luchino Visconti. Itália/França, 1971): baseado no livro de Thomas Mann, conta a história da atração sexual entre um compositor de meia-idade e um rapaz adolescente. Indicado ao Oscar de melhor figurino e vencedor do prêmio especial do Festival de Cannes Morte em Veneza é uma obra de qualidade técnica inquestionável, sempre citada como uma obra-prima do melhor cinema mundial, o cinema italiano.