Arquivo da categoria ‘Sex-Música’

Jimi Hendrix Sexperience II

Maio 16, 2008

Muito difícil acreditar na autenticidade desse filme supostamente estrelado por Jimi Hendrix. Vamos começar do começo: de onde veio isso? Dizem que foi comprado por um colecionador de tranqueiras sobre rock, no meio de um baú com várias outras bugigangas. Quem é este colecionador? Onde comprou isso? Por que ele acha que isso ficou quarenta anos sem ser visto? Nada disso é respondido por este lançamento da Vivid.

A estratégia da produtora fui fazer um documentário de média-metragem - uns 40 minutos. Ao longo desse tempo dua ex-groupies, que já tinham estado com o guitarrista em outros carnavais, vão comentando suas impressões sobre o filme. Na verdade, é bastante perceptível que uma delas, Cynthia Plastercast, já tinha sido muito bem preparada para convencer a outra a concordar que o ‘long purple dick’ era sim de Hendrix. Além disso Cynthia fazia próteses de pirocas de rockeiros famosos(!), e compara a réplica que fez de Hendrix ao que é visto no película:

Agora, saber se essa prótese é mesmo quente, ou se foi feita para o filme, já é outra história. Uma história, por sinal, não contada na fita. Mesmo se fosse quente, já seria difícil comparar, visto que não se tem uma escala, é só aproximar um pouco da tela que a piroca fica maior, ou distanciar um pouco pra ficar menor. Sem fundamento.

Outra coisa, o filme é claramente uma produção pornô, e não uma filmagem de alguém fazendo sexo. Isso faz diferença? Vixi, é claro que faz. As meninas se esforçam para deixar a língua pra fora quando chupam o ator, demonstrando preocupação em deixar isso visível para a câmera. O ator parece um morto-vivo enquanto elas estão em cima dele, o foco são mesmo elas, se vê que o cara não está ali pra se divertir. Enfim, é um homem alugando o caralho para uma filmagem.

Ele é robótico até quando mete a cara no mato, e também se esforça pra deixar a língua visível. O importante não era chupar a mina, era que a câmera captasse com perfeição o toque:

Vejam que o cara usava uma bandana. Para as ex-groupies, isso é mais uma prova de que era Jimi Hendrix, bem como alguns anéis na mão do cara. Não vivi naquela época, mas, pelo que dá pra perceber vendo fotos e vídeos daqueles tempos, é que muitos homens usavam bandanas e jóias. Definitivamente, esse não era um previlégio de Hendrix.

Mas o pior é quando as duas apelam para memória, do tipo: “nossa, essa língua só pode ser dele, é impossível esquecer”. Que papinho brabo ein, lembrar da língua dum cara com quem transou a 40 anos atrás, só se fosse uma língua muito fora do comum - coisa que não se vê no filme. E não esqueçam da famosa frase: “década de 60: se você lembra de alguma coisa, é porque não esteve lá”.

Últimas observações: 1)a capa do DVD é uma montagem, não é o que se vê no filme - ou seja, se tenta vender algo que não está lá. 2) o filme diz que foi localizado o possível cara que gravou toda a função, mas não conseguiu fazer com que ele concordasse em falar, e também não pode divulgar seu nome por questões legais - ora, isso é uma anti-informação, só quer dizer que se saiu de nada e se chegou a coisa nenhuma: pura cascata. 3) um aviso enorme encerra a produção da Vivid, dizendo, em resumo, que eles não tem nada que ver com o que foi dito no documentário, e que se é verdade ou não é pura responsabilidade das entrevistadas - pra que tanta preocupação? Qual o tamanho da cara-de-pau de alguém que vende um filme chamado “Fita de sexo de Jimi Hendrix” e, só no final, diz que não tem nada a ver com o fato de ser ou não um filme do guitarrista?

Não vai ser dessa vez que o mundo verá um filme pornô de Hendrix. Também nem precisa: o que ele fazia com sua fender stratocaster não era apenas sexo, era sexo divino.

Jimi Hendrix Sexperience

Maio 14, 2008

Acabo de baixar o filme pornô em que Jimi Hendrix é - supostamente - o astro principal! Salve Marcelo Noah pela dica!

Essa compilação que a Vivid está lançando contém as cenas que seriam do guitarrista com duas gatinhas gravadas há quarenta atrás, além de depoimentos atuais de duas ex-super-groupies que conheceram os astro “intimamente”. A idéia era fazer com que elas avaliassem se aquele “long purple dick” era ou não era mesmo o dito cujo.

Acompanhem, nos próximos dias vamos publicar nossas impressões sobre o filme e algumas fotinhos! Por ora deixo os leitores o site promocional do filme, lá é possivel ver o trailer e ler mais informações, é só clicar aqui.

Erótika Fair

Abril 2, 2008

Vejam só que fraquinho o site da 12 Erótika Fair, que inicia semana que vem em São Paulo, clicando aqui. Sem programação definida ainda, por meio dos expositores confirmados deu pra perceber que o mote é a venda de badulaques para o sexo e a promoção de atividades - fiquei curioso pra saber quais! - e shows. O grande destaque das apresentações parece ficar por conta da banda Baby Doll, daqui de Porto Alegre. DICA: nem perca tempo procurando algo interessante no site da Erótika, tire proveito do seu tempo se deliciando com essa obra de arte da Baby Doll:

A musa do Pernas Abertas

Março 31, 2008

Amy Winehouse

Enquanto a poetisa, atriz e cartunistra Dani não retorna de sua longa viagem espiritual e continua surfando em ondas côsmicas de difícil acesso, e nenhuma da outras meninas do blog passa aqui pra dar ar da graça e propor uma visita a uma locadora pornô, tivemos que eleger nossa musa temporária fora desses rincões.

Amy Winehouse amou loucamente, trafega bem em esferas e substâncias ultra-sensoriais, e além disso não é nenhum exemplo de pradrão de beleza. Ah, e ela ainda canta! Nada mais natural do que transformá-la em musa momentânea aos tão fiéis punheteiros e siririqueiras deste blog - ainda mais nesse momento em que topei com uma foto dela pelada.

Depois de fazer sua homenagem onanística a Amy, você pode lavar as mãos e deixar sua recomendação: quem você quer como musa para a próxima semana?

p.s.: realmente, ela é ainda melhor cantando:

Enemigos íntimos

Fevereiro 14, 2008

2008 marca os dez anos do álbum Enemigos íntimos, primeiro e último trabalho conjunto de dois dos maiores trovadores da língua hispânica. Todos conhecem o argentino e chapliniano Fito Páez, já a história de Joaquín Sabina não é tão popular. Filho único de Rocco Sifredi, Bob Dylan, Leonard Cohen, Frank Sinatra, Diego Maradona e Francisco Couco; Sabina nasceu na Espanha e aos seis anos de idade já tinha comido todas as mulheres de seus progenitores, fez a mala e se transformou no maior cantautor jamais visto.

Não é preciso dizer que o resultado do trabalho em conjunto resultou em um discaço, cheio de pérolas musicais e poéticas. Como o próprio Sabina definiu, foi um disco feito em boliches e não em conservatórios, um disco nu, enfim, um verdadeiro disco de rocanrol. O fim da história, parece ter sido também intenso: segundo consta, os egos em conflito geraram muito mais inimizade do que intimidade, não houve nenhuma apresentação ao vivo, e apenas um clipe - aquela obra de arte ali em cima, é só apertar play. Dez anos depois, nada de Sabina e Páez cogitarem a hipótese de tocar juntos novamente, mas fica esse disco sensacional, esse clipe com destaque para o piano-aquário de Fito, e letras de amor e guerra com essa:

Y, al final, sale un sol
incapaz de curar
las heridas de la ciudad,
Y se acostumbra el corazón
a olvidar.

Dormir contigo es estar solo dos veces,
es la soledad al cuadrado,
todos los sábados son martes y trece,
todo el año llueve sobre mojado
Bla, bla, bla, bla, bla, bla, bla.

Fodelança total

Novembro 6, 2007

O trânsito de Porto Alegre ainda enfrenta problemas desde que a avenida Osvaldo Aranha passou a desembocar em Buenos Aires e a Zil Vídeo se transformou no último reduto literário do Rio Grande do Sul. No centro do engarrafamento, não poderia deixar de estar a banda Fogo na Franja, distribuindo bolachas-maria e cusparadas para os desavisados. “Sexo brutal, poesia sem limite”, esse é o paradigma dialético que tem invadido o cancioneiro popular desta capital, que ainda assiste atônita ao balé dos calcanhares resistentes ao modo de caminhar pelo avesso.

E a primeira bolacha é justamente aquela que está logo ali em cima, entre o título e o primeiro parágrafo, caro leitor do Pernas Abertas. Mesmo desfalcado de Maestro Vargas e Carlos Back, o vídeo de Fabiano Gummo é uma ilustração de um anti-lual organizado pelo projeto Nave Vazia, que contou com os integrantes Fabio Godoh, Caco Pinto, Marcio Amigão e Marcelo Noah. Esta performance do Fogo na Franja é fundamental na definição dos rumos do estrategismo sexual na canção-popular-sul-pós-contemporânea, onde “a estética do frio perde o lugar para a estética do cio”, como pontua o cantor e compositor Fabio Godoh. Ele ainda adverte que “Estética do cio” será nome do primeiro disco da banda, com lançamento agendado para programa dominical de Diego Maradona.

Tudo começou com um rebolado

Outubro 10, 2007

jimi-e-janis2.JPG

Tudo começou com um rebolado (sempre assim…). A cintura gira e o sexo fala, comunica, transcende. O charming boy Elvis Presley, nos embalos da década de 50, criou passos sensuais (há quem acredite que foi o Forrest Gump), muitas vezes criticados pelos progenitores daqueles que o amavam. Elvis, the Pelvis, talvez fora o precursor do que então veio a culminar na trilogia mais famosa: sexo, drogas e rock´n´roll.

Na década de 60, o amor livre passava de boca em boca, de corpo em corpo. A consagração do divino de cada um. Dançar com os deuses. Não era simples putaria por putaria, aquela galera se libertou da moralidade vigente nas décadas anteriores - as portas da percepção estavam abertas. O limite era o céu e através do sexo, das drogas e do rock´n´roll eles chegavam lá. The Doors, Janis Joplin, Led Zeppelin, Jimi Hendrix e o resto da turma que participou de Woodstock. Rock e sexo se tornaram sinônimos, os Rolling Stones expressaram bem este conceito no seu logo sugestivo: uma língua saliente, afoita para ser colocada em prática.

 

Não sei se a galera brochou, nem todos desencarnaram aos 27 anos e o rock não morreu (ainda), mas a trilogia enfraqueceu de década para década e a criatividade se restringiu a melodias repetitivas, sem aquela quebrada que faz o corpo se contorcer em movimentos serpentinos involuntários. Quando a mente pára, o corpo fala. Os filhos e netos da geração “peace & love” levaram pouco da liberdade de expressão daqueles tempos de flores na cabeça.