Arquivo da categoria ‘Sex-Arte’

A mordida da maçã - Parte II

Junho 11, 2008

Luz, câmera, ação! Para quem, assim como nós do Pernas, está ligado no mundo “visual” que vivemos, pode começar a fazer a pipoca e a se acomodar nas poltronas. Em mais uma pitada da nossa degustação do fruto proibido, lá vem a segunda galeria do Mosex - o museu do sexo de NY: “Action - Sex and the moving image” (uhu!). Pois é, amigo e simpático, o espaço traz, através de vários vídeos, muita sacanagem, publicidade e a história do universo erótico e pornô mundial. Para se ter uma idéia, o museu expõe desde vídeos pornográficos do inicio do século XX até a performance em quatro paredes de famosos (como Pamela Anderson e Colin Farrell), e o vasto material publicitário que explora a temática do sexo.

Se ficou curioso(a), tá aí a dica: o segundo vídeo exclusivo do Pernas Abertas no Mosex! Confira:

Créditos:

Sarah Jacobs, Curadora
Elizabeth Mariko Murray, responsável pelo gerenciamento da coleção
Michael McNamara, assistante
Casson Mann, responsável pelo Design
Graphic Thought Facility, responsável pelo Design
Charlie Gansa, Editor de vídeo

A mordida da maçã - Parte I

Junho 9, 2008

O olho indiscreto do Pernas Abertas traz aqui um tour pela primeira galeria do Museu do Sexo novaiorquino. Intitulada “Sex in Design/Design in Sex” a exibição, segundo a organização do evento, mostra a mais inspirada coleção de obras que relacionam sexo e design ao redor do mundo, contendo peças dos tempos do pós-guerra até a atualidade. Conforme o Mosex, o design, cada vez mais, está presente na vida das pessoas na contemporaneidade (na roupa que vetimos, nos carros que dirigimos) e, por isso, também se manifesta na confecção de objetos que tocam no imaginário humano aflorado, inclusive, sobre a sexualidade. ;)

Sarah Jacobs, Curadora do evento, Museum of Sex
Elizabeth Mariko Murray, Assistene da Curadora

DESIGN
Pentagram Design Inc.

SPONSORS
Kiki de Montparnasse (www.kikidm.com).

A mordida na maçã

Junho 9, 2008

Aqueles mais ligados às tradições e crenças cristãs que nos desculpem, mas… juro, também não pudemos resistir às tentações do fruto proibido. Os ávidos exploradores do Pernas Abertas ganharam ares internacionais e, atrás daquela informação maliciosa (sabe?), fincaram a bandeira tupiniquim em Nova York,a Grande Maçã. Sem contar toda diversidade e história de sexualidade que, pode crer, amigo leitor, impera sobre aquelas terras, não deixamos escapar a oportunidade de fuçar nas fibras desse lugar e trazer algo especial para você. Pois é… nossas lentes desavergonhadas não sossegaram e abriram as pernas do indiscreto Museu do Sexo novaiorquino… uhu!

Num especial de três postagens, o Pernas traz aqui a atual exibição do MoSex de NYC, principal e mais respeitado museu desse gênero na cidade - e quiça naquele país. Para começo de conversa, já dá para elogiar a direção do local, que traz informação, sacanagem e muitas curiosidades: é um dos museus mais acessíveis à visitação, com ingressos a 14,50 dõlares (que, na prática, sai por mais ou menos 10 mangos, já que há descontos em milhares de folhetos espalhados por locais públicos da Big Apple, como as estações de metrô, por exemplo).

Além disso, para você ter uma idéia do atrevimento de quem comanda o MoSex, o museu está localizado em uma esquina da Quinta com a 27 avenidas, o que, direta ou indiretamnete, já modifica um pouquinho aquele ambiente dominado por dezenas de edificações de grandes empresas característico da região. E… só para deixar bem claro, a gente jura: Isso aqui não é nenhum tipo de puxação de saco ou qualquer coisa parecida, mas sim um reconhecimento de um lugar muito legal e que merece estar entre as nossas indicações de visita. ok?

Fundado em 5 de outubro de 2002, o MoSex já soma sete diferentes exibições, além de três projetos online disponíveis no site do museu. O material lá exposto, segundo administradores do local, provém de diferentes continentes e culturas, contemplnado fotos, vídeos, peças e objetos antigos, desenhos, pinturas e outras obras envolvendo sempre, obviamnete, os tópicos sexo e sexualidade. Tudo isso dividido em três galerias, cada uma sustentando uma temática.

O que também chama a atenção no museu é o discurso promovido por seus organizadores. De acordo com eles, o epicentro do MoSex é a educação sexual, sendo a promoção de seminários, sessões de filmes e performances sobre o tema uma constante. Conforme o fundador e diretor-executivo do local, Daniel Gluck, a idéia do MoSex é ser “o Museu Metropolitan do sexo”, o que já o diferencia, em relação ao seu perfil, um pouco dos museus do gênero encontrados em Paris, Barcelona, Amsterdã, por exemplo. Por essas e outras é que a equipe do Pernas não dormiu no ponto e registrou uma “exploração” pelo MoSex. Hoje, o museu está recebendo três exibições, uma em cada galeria. A primeira delas chama-se “Sex in Design/Design in Sex”; a segunda “Action - Sex and the Moving Image”; e a terceira “Spotlight - On the Permanent Collection”. O negócio agora, amigo leitor, é apertar os cintos, retornar a poltrona à posição vertical e aproveitar o passeio…

Uma câmera na mão, uma janela na cabeça

Maio 30, 2008

Alair Gomes poderia ter comprado uma luneta e passado a espiar seus vizinhos trocarem de roupa, saírem do banho esquecendo de fechar a janela, ou em cenas daquele sexo urgente - em que a preocupação em saciar o desejo transforma uma persiana aberta em… apenas uma persiana aberta. Mas não, em seu apartamento no Rio de janeiro, de cara para Ipanema, era muito mais proveitoso olhar para a areia da praia do que para qualquer condomínio residencial às suas costas. E, para nossa sorte, Alair comprou uma câmera fotográfica ao invés da manjada luneta.

O resultado foram fotos e fotos de rapazes conversando, praticando exercícios e tudo o mais que renda belas poses para o olhar voyeurístico do Alair. Essas fotos que já rodaram boa parte do mundo estão de pernas abertas ao público porto-alegrense a partir de hoje, na Usina do Gasômetro. Ficam até dia 13 de julho ali do lado do Guaíba, mas não deixe pra ver na última hora porque a gente sempre esquece né. Principalmente vocês, mulheres, que vivem reclamando que não tem mais homem pelado aqui no Pernas. Mas vale pra todo mundo, nas imagens percebemos a transformação de corpos sarados dos anos 60 e 70 em ícones que remetam à Grécia Antiga. Cabeleiras e bigodões também são marca registrada, trazem às vezes um riso involuntário, mas não deixam de ser documentos de uma época.

Erótika Fair

Abril 2, 2008

Vejam só que fraquinho o site da 12 Erótika Fair, que inicia semana que vem em São Paulo, clicando aqui. Sem programação definida ainda, por meio dos expositores confirmados deu pra perceber que o mote é a venda de badulaques para o sexo e a promoção de atividades - fiquei curioso pra saber quais! - e shows. O grande destaque das apresentações parece ficar por conta da banda Baby Doll, daqui de Porto Alegre. DICA: nem perca tempo procurando algo interessante no site da Erótika, tire proveito do seu tempo se deliciando com essa obra de arte da Baby Doll:

Tudo começou com um rebolado

Outubro 10, 2007

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Tudo começou com um rebolado (sempre assim…). A cintura gira e o sexo fala, comunica, transcende. O charming boy Elvis Presley, nos embalos da década de 50, criou passos sensuais (há quem acredite que foi o Forrest Gump), muitas vezes criticados pelos progenitores daqueles que o amavam. Elvis, the Pelvis, talvez fora o precursor do que então veio a culminar na trilogia mais famosa: sexo, drogas e rock´n´roll.

Na década de 60, o amor livre passava de boca em boca, de corpo em corpo. A consagração do divino de cada um. Dançar com os deuses. Não era simples putaria por putaria, aquela galera se libertou da moralidade vigente nas décadas anteriores - as portas da percepção estavam abertas. O limite era o céu e através do sexo, das drogas e do rock´n´roll eles chegavam lá. The Doors, Janis Joplin, Led Zeppelin, Jimi Hendrix e o resto da turma que participou de Woodstock. Rock e sexo se tornaram sinônimos, os Rolling Stones expressaram bem este conceito no seu logo sugestivo: uma língua saliente, afoita para ser colocada em prática.

 

Não sei se a galera brochou, nem todos desencarnaram aos 27 anos e o rock não morreu (ainda), mas a trilogia enfraqueceu de década para década e a criatividade se restringiu a melodias repetitivas, sem aquela quebrada que faz o corpo se contorcer em movimentos serpentinos involuntários. Quando a mente pára, o corpo fala. Os filhos e netos da geração “peace & love” levaram pouco da liberdade de expressão daqueles tempos de flores na cabeça.

Agora é que são elas…

Outubro 9, 2007

Homens e mulheres. Ricos e pobres. Idosos e crianças. Gremistas e colorados. Por mais diferentes que possam ser, ainda assim compartilham idéias e sentimentos. Um deles, certamente, é a adoração quase que incondicional pelo simpático e sempre presente traseiro, carinhosamente chamado de bunda.
Redonda, disforme, pequena, robusta, empinada ou abatida pela gravidade, a homenageada de hoje ilumina o ambiente por onde “passa”. E o pessoalzinho da Península Ibérica que o diga… Madri, capital espanhola, soube, digamos, olhar para trás e está recebendo uma exposição que enaltece as curvas das famosas nádegas. Estão na mostra nada mais nada menos que 67 fotografias dessa parte especial da anatomia humana. Intitulado “Ocultos”, o evento, para você, amigo leitor, não pensar que é uma “exposiçãozinha” pequena ou inexpressiva, traz imagens de profissionais do quilate de Robert Capa, Henry Cartier Bresson, Eve Arnold e Salvador Dali.
E o mais legal é que a exposição é muito democrática. Veja só: estão alí, bundas anônimas, famosas, descuidadas, empinadas, recatadas ou eróticas. Os corpos de Marylin Monroe e Jennifer López são os mais estrelados da exposição, mas, na mais pura igualdade, dividem o espaço com o traseiro de prostitutas e indígenas, por exemplo.
A mostra, segundo a Fundação Canal, organizadora da exposição, é a primeira dedicada exclusivamente à poupança. Para quem ficou curioso e puder dar uma passada por aquelas bandas, o “Ocultos” ficará em cartaz até 6 de janeiro do ano que vem. Para mim, um mero mortal e que, por enquanto, continua aqui na terrinha, o evento me fez pensar numa velha e sábia frase: Pô, bunda também é cultura!!! E, para quem não acha, “nádegas a declarar”… :p

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