Pernas abertas para o Tibete

By Ale Lucchese

“…e não pude acreditar nos meus olhos quando quando vi Japhy e Alvah tirando a roupa e jogando as peças para todos os lados e vi que Princess estava nua em pêlo, a pele branca como a neve quando o sol vermelho incide sobre ela ao anoitecer, naquela luminosidade vermelha obscura. ‘Que diabos’, disse eu.

‘Eis o que é yabyum, Smith’, disse Japhy, e sentou-se de pernas cruzadas sobre a almofada no chão e fez um movimento na direção de Princess, que se aproximou e se sentou em cima dele e de frente para ele, abraçando-o pelo pescoço e ficaram assim sem dizer nada durante um tempo. Japhy não estava nem um pouco nervoso nem acanhado e simplesmente ficou lá sentado em em formação perfeita, bem como deveria ficar. ‘É isso que se faz nos templos do Tibete. É uma cerimônia sagrada, é feita desta maneira na presença de monges que entoam cânticos. As pessoas rezam e recitam Om Mani Padme Hum, que significa Amém ao Raio no Vazio Escuro. Eu sou o raio, e Princess é o vazio escuro, percebe?’”

O trecho acima faz parte dos “Os vagabundos Iluminados”, de Jack Kerouac, na tradução de Ana Ban. Está aí só para lembrar que todos aqui nessa casa querem morar no Tibete, transar com Dalai Lama e usar secreções corporais para cessar a combustão da chama olímpica.

3 Respostas para “Pernas abertas para o Tibete”

  1. marcelo noah Disse:

    hahaha, dale!

  2. Thiago Vendramin Disse:

    Eu acho que a boa putaria nasceu pra’queles lados. Nós é que desmoralizamos a putaria.

  3. pedro reis Disse:

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