Política. Liberdade. Força. Sexualidade. Aparentemente diferentes e incompatíveis. Na verdade, juntos, possíveis, ricos e marcantes. Para não parecer que eu estou mentindo, enrolando ou qualquer coisa parecida, amigo leitor, te dou um exemplo.
O ano: 2007.
O lugar: Polônia.
A situação: campanha eleitoral.
O protagonista: a mulherada!!! Uhuuu!!
Sabe aquela história de sexo-frágil, aquela babozeira toda envolvendo a figura da mulher? Pois é… mais uma vez, a ala feminina se mostrou e deu um tapa na cara daqueles que subestimaram sua força. Fundado no início deste ano, o Gretkowska, conhecido como Partia Kobiet (o “Partido das Mulheres”), não titubeou e fez estremecer a disputa pelas vagas no Parlamento polaco. A propaganda eleitoral está pegando fogo depois da, digamos, articulação do Gretkowska: a legenda lançou um anúncio provocante, em que membros da cúpula do partido aparecem nuas.
“Somos limpas e não temos nada a esconder”, afirmou a fundadora da sigla, a escritora Manuela Gretkowska. A declaração se referia aos boatos de casos corrupção supostamente abafados pelo presidente e pelo premiê do país, respectivamente, os irmãos Lech e Jaroslav Kaczynski. Mesmo as pesquisas mostrando poucas chances de o partido ingressar no Parlamento, já que o mínimo de votos exigido – 5% – está acima da realidade do Gretkowska, não deixa de ser uma vitória da igualdade. É um belo exemplo de que a sexualidade não reprime, mas liberta; não envergonha, mas orgulha; e não obedece submissa, mas dá as ordens.

Maio 26, 2009 às 1:19 pm |
D espidos de qualquer pudor
E screvam seus desejos secretos
S eus pensamentos mais ousados
P articipem, brinquem, se comuniquem
U sem a imaginação
D eixem livre a emoção
O uçam, falem, troquem
R abisquem poemas e fantasias
A lterem o ritmo do seu dia-a-dia
D igam tudo com total liberdade
O espaço é aberto, falemos de
S exo, sacanagem, amor e amizade!