Oi, Gurizada!Desculpem-me pela longa ausência. A vida na pós-modernidade porto-alegrense é mesmo corrida. Especialmente para quem é aluno da Clarice Esperança e da Cida Golin, é estagiário e ainda tem um emprego. Aliando isso à minha rotina de “dono de casa” e minha falta de inspiração, vocês entenderão porque estive fora do circuito.
Agora, com esse tempo chuvoso e chato, estou de volta e com dicas de filminhos para as colegas bibas, pois o que nos resta com esse tempo é pegar uma panela grande de brigadeiro com granulado, um cobertor e se atirar na frente da TV.
Hoje em dia eu não gosto de filme de putaria pura, já tive fases solitárias, mas quem aí nunca as teve? Então, quero falar de filmes que todos os públicos podem assistir, sem medo, inclusive para os homens héteros é uma boa dica. Mulheres adoram homens sensíveis e sem preconceito.
Bom, para quem está no início do namoro recomendo romances:
Todas as cores do amor (Goldfish Memory, de Elizabeth Gil. Irlanda, 2003): o cenário do filme é composto por imagens inesquecíveis de Dublin. A música é, pasmem, de Tom Jobim e o roteiro se desenvolve de maneira envolvente, falando de amor de uma singela a partir da vida de personagens com as mais variadas orientações sexuais.
A razão do meu afeto (The object of my affection, de Nicholas Hynter. EUA, 1998): apesar de ser uma produção do grande circuito estadunidense, o filme surpreende pela proposta de sair quebrando todos os estereótipos possíveis a partir da seqüência de cenas que nos conduz suavemente a um romance definitivo, com o qual, no final das contas, todos sonhamos.
Para quem está numa fase mais sólida do relacionamento está na hora de rir para não cair na monotonia. As dicas são A gaiola das Loucas, tanto a versão original, francesa, de 1978, quanto a refilmagem de 1996, que traz Robin Williams em atuação definitiva e Amor a toda prova, produção menos conhecida mas com alta qualidade e com um elnco de primeira linha. A história é inteligente, mesclada com o estilo pastelão, tem uma anã raivosa, maravilhosa, e um serial killer.
Por fim, um clássico.
Morte em Veneza (Morte a Venezia, de Luchino Visconti. Itália/França, 1971): baseado no livro de Thomas Mann, conta a história da atração sexual entre um compositor de meia-idade e um rapaz adolescente. Indicado ao Oscar de melhor figurino e vencedor do prêmio especial do Festival de Cannes Morte em Veneza é uma obra de qualidade técnica inquestionável, sempre citada como uma obra-prima do melhor cinema mundial, o cinema italiano.