Sobre Velhas & Virgens…
Agosto 30, 2007“Abre essas pernas pra mim, baby
Tô cansado de esperar
Você dá pra todo mundo
Só pra mim que você não quer dar
Esse papo de pele e química
Não tem nada a ver
Não é filme, nem novela
É só sexo, eu e você
Já deixei você nua em pêlo
E na hora você deu para trás
Então abre essas pernas pra mim, baby
Pra aprender como é que se faz”
Quem nunca teve a oportunidade de ouvir essa música, não sabe o que está perdendo. E não pense que é mais um funk com letras acéfalas, usado para as ‘cachorras’ e as ‘preparadas’ darem que nem chuchu em cerca nos bailes. Não não! Apesar do cunho obviamente sexual, a música é bastante engraçada. E assim como essa música, chamada ‘Abre essas Pernas’, várias outras da Banda das Velhas Virgens tem uma maneira toda especial de falar de sexo, bebidas, e outras coisitas más…
A banda surgiu em São Paulo , em 1986, quando “Paulão” de Carvalho conheceu Alexandre “Cavalo” Dias. Bem, talvez não a banda em si, mas o esboço do que viria a ser umas das maiores bandas independentes do Brasil. Atualmente, a banda conta com 6 participantes e 8 álbuns publicados. Quem quer saber um pouco da história da banda, pode visitar o Site Oficial ou a boa e velha Wikipédia.
O que acho mais interessante de pensar é o que, afinal, diferencia essa banda de, por exemplo, os grupos de funk, além do estilo musical totalmente diferente (as Velhas Virgens são Rock’n'Roll - do caralho, diga-se de passagem). Apesar de abordarem a sexualidade de um ponto de vista bem escrachado, ao ouvir as músicas das Velhas Virgens que você não se sente como um aninal, ouvindo uma ‘canção reprodutória’ sem sentido. Elas dão vontade de rir, não necessariamente de ‘comer’ ou ‘dar’ para o primeiro corpo quente que aparece. Elas quebram o gelo, descontraem, pela própria ironia que trazem, além de serem uma boa forma de abrir a mente (mais que as pernas).
Os funks, por outro lado, dão vontade de chorar (de dó), banalizam o sexo de uma maneira tosca, como se tudo não passasse de um entra-e-sai mecânico digno de alguma máquina industrial.
Fica então a recomendação. Se você acha que sexo é mais que ‘passar cerol na mão’ e menos que o monte de regras fixas e os tabus entediantes que a sociedade inventou, escute a Banda das Velhas Virgens! Dê muita risada, beba uma cerveja e depois curta o seu amor com todo o respeito, o tesão e a diversão que um bom sexo deve ter!


